Sucesso, cifrões e lições de vida.
Albert teria todos os motivos para ser humano, era ultrajado e sabia ser imprevisível. Fazia amizades, e conquistava seus desafetos rapidamente. O mal dos homens inquietos é a franqueza inevitável.
Maltrapilho por dentro, arrojado por fora, essa característica fez um sabichão e inconseqüente, conquistar o mérito de genro perfeito para as madrastas, aquelas que repudiam até mesmo os seus filhotes prematuros.
Desmamado e falido sentimentalmente, Albert se fez grande. Pois sabia diante de quem e quando prostrar-se. Logo, não tinha talentos múltiplos, nem olhos biônicos, tampouco apetitosos ombros largos. Conquistou o mundo, somente com o seu olhar preciso.
A dez minutos do ataque alienígena, lá vai o Albert ganhar as forças opostas. Cinco palavras, aperto de mão, e talão de cheque, enfim a santa paz, agora são todos bons amigos.
Sigilo, ambigüidade, palavras túrgidas em letras garrafais. O rosto do mais ilustre magnata está estampando na capa dos jornais. Os bons e velhos tempos da grande babilônia.
Quem não luta não ganha! Quem não maltrata, apanha! Quem não é Albert é escravo dos sonhos de outrem, dos filhos de outrem e passa a vida inteira, contemplando o sucesso dos inquietos e maltrapilhos.
Emanuelle Kaliny Rodrigues
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Sucesso, cifrões e lições de vida.
Postado por Emanuelle Rodrigues às 09:48
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