As Corujas e seus disfarces, contendas e facetas
Salteadoras e amargas são as corujas enigmáticas que cercam o colecionador de ossos. Sentam ao seu lado, sorriem, disfarçam, mas estão maquiladas de incertezas e são redimidas pela sua ignorância.
Conheci um grande homem, de muitas posses, que colecionava ossos, e olhares desafiadores. Estava a serviço do saber absoluto. Contudo a tolerância, não o livrou de participar de uma tortura amigável e mortífera.
A que ponto a necessidade do aprendizado, era tão real quanto aquela convivência desregrada e infértil? Vê-se uma águia, forjando ser abutre para recuperar as moedas de prata. Comanda a guerra e é insubmissa, ainda que não morra pela espada.
Apaguem as cópias, o colecionador de ossos é a peste do momento! E não há quem o supere. Inclusive as penosas e pitorescas que por ora embriagam-se de vinho, e não regam as videiras. Pobres, mulheres endividadas, que serão banquete de eloqüentes morcegos sedentos de sangue.
Entretanto, do outro lado da ponte, o despertar da guerra matutina aliada a um brilho veloz e autentico, a águia enfurece os estelionatários das palavras. Surpreende e em tom infame e arrojado faz balé e lindos versos que confundem os gênios descriminados.
As coisas vãs são a mentira, o vício e o apego a pessoas desumanas. Acabam com a intimidade entre amigos e trazem o temido anonimato. Mas os furos nos olhos não trazem a remissão das injurias, somente afastam o medo do pecado.
Tapeando o cansaço diário o espetáculo da águia doutrina até o colecionador de ossos. Decepcionados os murmuradores lançam sobre si maldições e condenam-se ao eterno anonimato.
As corujas são incrédulas e escondem-se na noite, são o restolho da floresta e jaz esquecidas ao crepúsculo. Enquanto as águias rasgam as nuvens, sobrevoam os montes e são símbolos de onipotência.
Portanto, ainda que faltem ossos ao homem, ouro ao salteador, e contendas ao fofoqueiro. As guilhotinas permanecem à espera das corujas e seus disfarces, contendas e facetas
Emanuelle Kaliny Rodrigues
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
As Corujas e seus disfarces, contendas e facetas
Postado por Emanuelle Rodrigues às 09:49
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