Alguns esclarecimentos, teorias, e infâmias sobre o amor
Esclareço meus conceitos de tristeza quando observo a tristeza de outro e vejo nele algo engraçado, esquisito, suspeito, ou inanimado, que gere em um poeta maluco e endoidecido pelo tempo vago na agenda alguma inspiração. Já avistei em alguma janela da vizinhança o meu ponto de reflexão, lá vai ele debruçar-se no parapeito da sacada, observando Martin identifiquei que não há uma clausura menos triste, do que aquela que é por vontade própria, desvendei um medo que não é tão feio, chega a ser um bom companheiro nos dias de indecisão, este acompanha o jovem solitário parece ser seu melhor amigo.
O rosto de Martin é surrealista, não teria tanto esplendor se não fossem as lágrimas que sempre estão regando sua face, bela face seria menos triste se ele tivesse encontrado o caminho das flores, mas aquele jovem já perdeu as esperanças, e fugiu um pouco da utopia absoluta que vivia. loucura? Menos que a própria realidade, solidão? Mais ausente do que quando estava entre “amigos vendeiros”, os únicos amores o qual Martin entregou o seu coração, são os que lhe decepcionaram profundamente, foram aqueles que não mereceram suas noites mal dormidas.
De fato é natural as pessoas quererem sempre ser amadas na medida certa, sem exageros a tal da falsidade, sem restrições vulgo indiferença, porém tentava eu observar o caso da tal “medida de amar”, sem pré- diagnósticos, de alguém bem já desacreditada com os sentimentos de amor e caridade fraternais, que descobriu nas letras um fascínio que não me trouxe o meu primeiro namoro, digo agora sem surpresas ou de repentes, entendi que a medida a qual atormenta os juízos de alguns atordoados e seus psicanalistas, não existe? Simplesmente não existe medida certa, nem medida errada, amor não se mede tampouco se recebe.
Alguma grande parcela da raça dos ex - apaixonados fogem como Martin de qualquer simpatia, revista, previsão astral, galanteio, site de relacionamento, e qualquer tipo de investida alheia ou discurso que os faça voltar ao velho depender do: “Será que você gosta mais de mim? Ou eu que gosto mais de você”. O Mal tão necessário, da maioria dos humanos que estão entre 14 e 80 anos, o tal do amor.
Voltar o pensamento para a utopia absoluta e dedicar-se somente a razão, é um bom caminho para quem foge de algum sofrimento futuro, porém gostaria claramente que as pessoas, principalmente os amigos e amigas próximos a alguma pobre vítima desiludida, entendessem que um jovem inteligente precisa de atenção, e que nem sempre isso é sinônimo que o grau de amizade vai pular um pouquinho e ganhar uma certa “ corzinha”, se é que vocês me entendem?
Porém quanto a você meu caro amigo Martin que soluça ao horizonte, e que perde água através das lágrimas, que já daria para matar a sede de dois nordestinos,
aconselho que seja criativo o suficiente para criar um amigo imaginário, sem qualidades para surpreendê-lo, e sem defeitos tão grandes para aterrorizá-lo, e que por um breve momento, muito breve, sei que você viverá bem se não confiar nessa utopia , porém maior visionária seria eu se acreditasse que você viverá eternamente assim, nem eu quero, Martin é um bom garoto;Martin é uma boa inspiração; Martin é a minha nova paixão, e agora?
Emanuelle Kaliny Rodrigues
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Alguns esclarecimentos, teorias, e infâmias sobre o amor
Postado por Emanuelle Rodrigues às 09:39
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