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quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Lições de um ambidestro

Lições de um ambidestro

Isolado e competente, nada mais resta que ser o Ambrósio, o chamado dedo do meio. A clareza da separação, o torna mais derrotado que os companheiros de labuta, pois em meio a uma imparidade absoluta de dedos, não se tem pares suficientes para dançar a valsa, quem vai esperar a próxima música? De fato será o dedo do meio, na verdade desde que se conhece por ser existente, ele espera a próxima canção.
Enquanto o fura-bolo vai corroendo toda cobertura de chocolate sozinho, e o polegar cumprimenta os amigos, Ambrosio fica quieto, por mais esse momento, ausente e auto-suficiente vai construindo uma estrada solitária, arcando prejuízos devido a sua hostil postura, e sua ilimitada conta bancária, assim vive o Ambrosio, o alicerce da mão, pulando de lá para cá, semeando ventos aqui e fugindo de tempestades do lado de lá, vai mantendo-se firme em seu pedestal inalcançável.
Não é fácil ser semideus em um mundo habitado por humanos, aqui na Terra paga-se preços exorbitantes por ser o meio, ainda que algumas míseras horas de descanso e compreensão alheia são quase inexistentes, muito natural já que o ilustre dedo abandonou os velhos amigos. Porém o coleguismo é uma relação mais provincial, e menos perigosa para alguém que tem um número exorbitante de homicídios de moscas para esconder.
O dedo do meio já se acostumou a morar no muro, não é recomendável descer de lá tão cedo, pois as crises aqui no mundo real são muito banais para invocar a ajuda do grande Hercules, afinal os problemas dos demais membros do corpo, não são problemas, são síndromes de existência, loucura passageira.
Ambrósio não vai ao cinema, a este parece ser uma ação inútil pagar mais que algumas moedas para sentir cheiro de pipoca. Seguindo seu rumo andando pela calcada, não o vejo saltitar, não vejo correr, só avisto um moribundo que acabou de aprender a andar. Lá vai o Dedão um Pierrô que idolatra a própria garganta, não é solteiro, mas não é casado, 50% promiscuo, 50% casto, ora fervoroso ora incrédulo, não é pastor, porém não tem ousadia de morar no cemitério, nem pobre, nem rico, o dedo do meio é sossegado. Um marinheiro com instinto pirata cujas memórias não passam de histórias bobas, narradas com um vocabulário rebuscado.
Ambrósio é aquele sujeito que não se veste mal, mas não anda emperiquitado, tudo é uma questão de razão e bom censo, falhas e erros dos outros dedos são fatos inadmissíveis aqui no monte Olimpo, porque a obra de arte em destaque é o dedo do meio, ou seria o capacho? O pagador de promessas, o pé de valsa que nunca dança, ou seria ele o adulto que já nasceu grande e nunca foi criança, nem adolescente, tampouco revolucionário, foi sempre centrista, é um soldado de Führer que vendeu a alma em Stalin- grado.

Emanuelle Kaliny Rodrigues

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