O amargo desabrochar da Tarântula
Durante o tempo em que estava em uma livraria observando algumas obras literárias, lendo alguns prólogos de renomados autores e seus Best Sellers, entre os mais vendidos, minha atenção prendeu-se em um livro em particular, O amargo desabrochar da Tarântula. Livro o qual não me era estranha a história, porém não podia descrevê-lo com detalhes, pois o pouco que conhecia da sua trama já tinha mudado totalmente meus conceitos de literatura no país, e quem seria eu, nada mais que alguém com um estilo mais crítico de pensar para afirmar ou contestar algo tão colossal como está obra literária.
Entre diversas linhas de pensamentos dos escritores brasileiros, alguns até um tanto loucos tão cheios de soberba que parecem que escrever para si mesmos, fidelíssimos a sua ideologia até que a morte lhes faça mudar de idéia, levante a mão alguém que nunca encontrou em um Standard mimoso, dentro de alguma livraria ou até mesmo em banca de revista a Maior das sandices de Rosa Vermelhinha, ou a mais ilustre das apologias de uma bonequinha de luxo, que esperava seu príncipe encantado, porém um dia se deu conta que tinha dormido demais e sua vida tinha passado; seus sonhos não eram mais coloridos, suas razões crenças e idéias nunca tinham de fato existido e que hoje além de uma bela carinha tinha uma bela história de alguém que foi: “ Ninguém na vida”, assim nasceu: O amargo desabrochar da Tarântula.
Levando em consideração que esta jovem escritora com diversos nomes de batalha é um ótimo exemplo para uma geração de Meninas adolescentes que idolatram a Luxuria e a Fama. Rosa vermelhinha com seu caráter exemplar vai acabar as convertendo dos seus maus caminhos incentivando-as a lutar pelos seus ideais, e o resultado será o sucesso no mercado de “trabalho”, por sinal um grande mercado visto que moramos no Brasil, o grande “Cabaré da Europa”.
Rosa relata em sua obra trechos de sua “cruel” infância de classe média, a qual passou muitos anos pesquisando e vivendo a dura e fria realidade de alguém sem ocupação, porém passada a Idade das Trevas deixou de ser medíocre e escreveu seu próprio Best Seller, de visionária passou a heroína, agora ninguém segura a Vermelhinha, logo ela entrará para Academia Brasileira de Letras, afinal até o amigo dos duendes, bruxos, magos e gnomos foi parar lá, por que a Rosa Vermelhinha não entraria?
Como o exemplo da agora escritora encontramos muitos mitos por ai, todos não são mais que um sorriso alucinado em busca de um abraço implorando aplausos em cortejos fúnebres, pessoas as quais ainda não se deram conta que seu sofrimento é característico do que planejam para si, ou nunca planejaram, a realidade brasileira é essa, mitificar Homens e Mulheres que são as fagulhas fosforescentes, sem conteúdo e sem fundamentos óbvios.
Os ilustres chefões da Máfia Feudal Brasileira não são os bons músicos, os poetas, os idealistas ou sindicalistas, na verdade os suseranos são aqueles que impedem o meu filho e o teu de ter acesso diário a algo que o faça refletir em sua realidade, são aqueles que constroem patamares gigantescos para deuses medíocres, porque não teriam potencial suficiente para calar a voz do conhecimento se caso essa existisse, ou viesse à tona. Mas por ora continuarão aclamando o Mestre dos Magos e venerando a dona, digo, escritora do Desabrochar do desabrochar da Tarântula, pois são os livros mais vendidos, são as histórias que o povo gosta, ou é obrigado a mastigar, afinal somos Gado, como disse em melodia Zé ramalho.
Emanuelle Kaliny Rodrigues. Jornalismo
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
O amargo desabrochar da Tarântula
Postado por Emanuelle Rodrigues às 09:39
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