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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Porta Retrato

Porta Retrato






Na ausencia de boas maneiras,
derrube todas as prateleiras
e saia de fininho.
As piores falcatruas
acontecem nas
"melhores famílias".
Emanuelle Rodrigues

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Confrontando o conformismo


Confrontando o conformismo


Inocência, silencio e retratos desfigurados. O choro parece, e é o mesmo. Pois nunca vi prazer mais duradouro que esse de publicar o próprio sofrimento. Ou será que o acaso já é tão obvio quanto mecânico?
Sóbrio, lutando e relutando, contra a banalidade subjetiva. Desconfortável, passo horas sentado em uma cadeira de madeira vulgar. Consultando algumas bulas de remédio para aprender a ser indecifrável e raro.
Ora, meus flertes passageiros são tão pragmáticos que nem inspiram rimas bonitas ou exóticas, como no principio da adolescência.
Hoje quem abre mão de certos valores, não é bandido. É um “cara” excêntrico. Essa é a lógica dentro da sociedade onde os dopados acordam formais. Enquanto os normais serão sedados através do discurso dos dopados. As oportunidades parecem iguais. Porém o osso do satisfeito sempre será mais duro, que o bife do “mal-agradecido”.
Agora para apimentar as conclusões e aquecer suas “línguas de trapo”, farei a todos uma confissão. Estou à beira do esgotamento dos versos. Portanto já tracei metas para desfrutar de boa aposentadoria. Tragam-me um guerrilheiro de corpo bonito, e passado ensangüentado. Necessito ao meu lado alguém de destino menos vegetativo. Hoje declaro guerra à escassez de vitalidade, estou confrontando o conformismo.


Emanuelle Rodrigues

domingo, 28 de outubro de 2007

A depressão da geração Beat

A depressão da geração Beat

Parte I

Os anos 80 revelaram grandes estrelas e poetas dentro da música nacional, principalmente no campo do Rock. A maioria das músicas debatiam temas polêmicos, como: o sexo, as drogas, a política e a violência urbana. Eram amores mutilados e desiludidos, idéias libertárias desfalecidas, sonhos e revoluções que agora parecem ter ficado para trás, enterrados junto com os ídolos que levantaram multidões de jovens nas décadas de 60’ e 70.
As composições convidativas a revolução cultural-intelectual, começaram a ter espaço somente dentro de alguns poucos grupos que persistiram a ideologia das décadas anteriores. Pode- se observar facilmente em trechos de canções da época a monotonia e a falta de esperança que invadira o coração juvenil.

Ideologia/ Cazuza: “Meus Heróis morreram de overdose, e os meus inimigos estão no poder, Ideologia eu quero uma para viver...”

Terra de Gigantes/ Engenheiros do Hawai : (...)” Hey mãe! Eu tenho uma guitarra elétrica. Durante muito tempo isso foi tudo que eu queria ter. Mas, hey mãe! Alguma coisa ficou pra trás. Antigamente eu sabia exatamente o que fazer...”

Há Tempos /Legião Urbana: “ Parece cocaína, mas é só tristeza. Talvez tua cidade, muitos temores nascem do cansaço e da solidão, descompasso, desperdício. Herdeiros são agora da virtude que perdemos...”

Veraneio Vascaína/ Capital Inicial : “ Porque pobre quando nasce com instinto assassino. Sabe o que vai ser quando crescer desde menino. Ladrão pra roubar, marginal pra matar, papai eu quero ser policial quando eu crescer....”

Os Cegos Do Castelo/ Nando reis: “Eu não quero mais dormir, de olhos abertos me esquenta o sol. Eu não espero que um revólver. Venha explodir, na minha testa se anunciou. A pé a fé devagar, foge o destino do azar, que restou...”


As composições relatavam sempre paixões e experiencias passadas que não obtiveram sucesso. Os nossos heróis estão cansados e atônitos. Nesse momento o mundo vive uma dura guerra de nervos, tão fria quanto estasiante.
No Brasil “Os anos de ferro” da ditadura militar, pareciam cair por terra. Entretanto logo depois a era Collor, levou a geração Cara pintada ás ruas, protestanto seus direitos. O muro de Berlim não demoraria muito a desabar, junto a URSS e o “seu” socialismo.
A descoberta da AIDS, também contribiu para colocar “cabresto” nos filhos e filhas de Woodstock. Pois agora a teoria de amor livre ( sexo desenfreado) desabava junto com consumo das drogas .A camisinha poderia ser um recurso, mas o momento era de silencio absoluto.
Cabe ressaltar, que muitos, idolos daquela geração estavam contaminados com o virus da AIDS. Fato que inspirou cabeludos, punks e libertários, vestirem o terno e adentrar nas faculdades. Mais tarde tornando-se patroes e desposando as virgens que restaram, se caso tivesse restado alguma .

“O meu prazer .... Agora é risco de vida. Meu sex and drugs, Não tem nenhum rock 'n' roll. Eu vou pagar A conta do analista. Prá nunca mais, ter que saber quem eu sou. Ah! saber quem eu sou... Pois aquele garoto, que ia mudar o mundo. Mudar o mundo... Agora assiste a tudo. em cima do muro...” Ideologia, Cazuza


Emanuelle Rodrigues

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Viva a outra, nova roupa!



Viva a outra, nova roupa!



Nada, nada, nada os reprime.

Não vestem sapatos, e consomem ótimas mídias.

Ainda há duvida que sejam civilizados?

O verbo banaliza a arte.

Enquanto o poder cessa o verbo!



Capítulos e paixões encerram o primeiro ato.



Cuspe, fel, e dignidade.

São elementos presentes no suor escravo.

Enquanto as batalhas, violas e o imediatismo,

disseminam uma cena estética burguesa.

Comprem, roubem, alimentem-se

Das esquizofrenias industriais.

Vivam suas próprias overdoses.


Mutilem a carne, mas nunca deixem

de estampar as colunas sociais.

Ainda que outrora vocês só queriam ser diferentes.




Capítulos e algumas décadas encerram o ato final.



Emanuelle Kaliny Rodrigues








Eu Era um Lobisomen Juvenil
Legião Urbana
Composição: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá



Luz e sentido e palavra, palavra é o coração não pensaOntem faltou águaanteontem faltou luzteve torcida gritando quando a luz voltouNão falo como você fala mas vejo bem o que você me dizSe o mundo é mesmo parecido com o que vejoprefiro acreditar no mundo do meu jeitoE você estava esperando voarMas como chegar até as nuvens com os pés no chão?O que sinto muitas vezes faz sentidoE outras vezes não descubro o motivoQue me explica porque é que não consigo ver sentidoNo que sinto, no que procuro e desejo que faz parte do meu mundoO arco-íris tem sete coresE fui juiz supremoVai, vem embora, voltaTodos têm, todos têm suas próprias razõesQual foi a semente que você plantou?Tudo acontece ao mesmo tempoNem eu mesmo sei direito o que está acontecendoE daí, de hoje em diante, todo dia vai ser o dia mais importanteSe você quiser alguém pra ser só seuÉ só não se esquecer: estarei aqui {x2}Não digo nada, espero o vendaval passarPor enquanto eu não seiO que você me falou me fez rir e pensarPorque estou tão preocupado por estar tão preocupado assimMesmo se eu cantasse todas as cançõesTodas as canções, todas as canções, todas as canções do mundoSou bicho do matoMas se você quiser alguém pra ser só seuÉ só não se esquecer: estarei aqui {4x}Ou então não terás jamais a chave do meu coração.


domingo, 21 de outubro de 2007


Poderia deixar algumas misérias para trás, e mendigar liberdade rumo a San Francisco. Provavelmente esqueceria a fome, e nunca mais visitaria os velhos incrédulos, que foram companheiros.
Essa jangada de ossos, chamada atualidade, deve naufragar a qualquer instante. Pois a insegurança limita insurreições e mutila nossos soldados. Como faremos para educar nossa prole? As flores não estão nos cabelos, estão cobrindo os números de guerra.
Quem somos nós? Llibertários por missão? Ou missionários escravos da libertação?
Somos carnívoros, introspectivos e sóbrios por natureza. Acreditamos no milagre econômico, à medida que ensaboamos mantos de sangue, aguardando a próxima chacina.
Ainda que seja bonito e corporativo, usarmos roupas de linho, e lutarmos pela paz de Israel. Que nós sejamos fieis ao este solo herege, ainda que só por hoje.
Eis a maior prova de caridade. Para sermos dignos de vivenciar a paz nacional.


Emanuelle Rodrigues

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Mary Janis let's GO


Mary Janis let's GO

Derrapando em sentimentos, e magnetizada pelo desejo, Maria fez a revolução! Destituiu o direito dos desclassificados e mostrou a força contida na simbologia do all star. Um dia conheci essa jovem que destruiu as barreiras do sentido, esta desabilitou o pulmão, mas nunca se rendeu ao tabaco. Certos astros são medíocres! Ora, eles estão muito contentes nessa galáxia estabelecida. Porém aposto minhas fichas em Maria. Precisamos incendiar o véu em busca da terceira dimensão. Quem disse que o Sonho acabou? Precisamos somente remodelá-lo. Mary Janis let's GO!

Emanuelle Rodrigues






Aluga-se um apartamento! Contudo, não anseio espaço requintado, preciso somente conviver comigo mesmo. Chega de exigências e reclamações. Busco uma taverna suburbana, que cure as minhas náuseas diárias.
Prometo não promover balburdia, posso ate controlar minhas depressões carnavalescas, e quem sabe atrás das cortinas posso até me tornar um sujeito normal.


Emanuelle Rodrigues
" Há uma vez que canta, há uma voz que dança.... uma voz que gira bailando no ar..... queira, basta ser sincero e desejar profundo, você será capaz de sacudir o mundo..."
Raulzito

Como disse o mestre Renato Russo:

“TEM GENTE QUE ESTÁ DO MESMO LADO QUE VOCÊ, MAS DEVERIA ESTAR DO LADO LÁ... TEM GENTE QUE MACHUCA OS OUTROS, TEM GENTE QUE NÃO SABE AMAR...” (...)

“ESCURIDÃO JÁ VI PIOR, DE ENDOIDECER GENTE SÃ, ESPERA QUE O SOL JÁ VEM...”

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Caminhando, chorando e seguindo o calvário.

Caminhando, chorando e seguindo o calvário.

Trabalho mais de duzentos dias por ano. Tempo insuficiente para amadurecer e encher minha conta corrente. Preciso de amor, menos críticas, e comparações depravadas.
Certas tradições parecem mais jurássicas que as cintas ligas das vedetes medievais. É estranho, porém fácil sentir-se normal no país de teoremas loucos. Não é mistério encontrar um grande amor. Contudo depois da meia noite, a princesa pode desabrochar tenebrosa.
Indignados os pequenos com suas mochilas aguardam o próximo ônibus, ridicularizados pela falta de “padrinhos”. Em contrapartida o descamisado burguês atravessa os semáforos fechados. Talvez seja punido, mas jamais condenado.
A única verdade que me sustenta, é o que alimenta os meus adversários. A dúvida é o que me leva a busca, esta me torna insaciável e incompreendido. Sempre discordo do certo, acreditando não pensar errado. Caminhando, chorando e seguindo o calvário.

Emanuelle Rodrigues

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Basta! Cessem os limites.


Basta! Cessem os limites.

Hoje não vou tolerar, a minha ditadura é confessa. Ou seria digno degustar caviar a bordo de um navio a deriva? Surpreenderei omitindo a verdade, e creio que serei mais feliz.
Ora, anseio liberdade! Mas me julgo preso aos grilhões da ilusão. Talvez compondo versinhos vulgares, narrando ingratidão. Eu ganhe moedas e não precise servir a futilidade, a qual me repudia tanto.
Prostituir-se é esmagar os próprios ideais e sonhos. Caro amigo, é duro causar otimismo em homens de bem. Certas virtudes controlam tolos a votar, trabalhar e serem felizes. Porém aqui eu nunca serei a próxima vítima.
Estou triste, e não tenho medo de apresentar-lhe o médico e o mostro que se escondem dentro de mim. Em contraponto está a descriminação a minha falta de ética.
Inexistente ética em viver deliberadamente a literatura. Acreditando que a solução para o mundo está nas palavras, as quais certas vezes o condenam.
Magoado, sensível ou repetitivo, preferível é ser incisivo, e consciente. Que boas ações restam aos feiticeiros e videntes? Eles estão vencidos, são homens estrangulados pelo limite da gravata.


Emanuelle Rodrigues

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Satisfação



Satisfação

Belo dia, doces satisfações, olheiras abaixo da viseira, viseira acima das pálpebras. Ainda que a humanidade sinta-se livre como vento. A classe média custa a escalar sempre os mesmos degraus. Enquanto isso o proletariado doutrinado a abstinência dos próprios direitos, saciando-se de “marmita”.
Nas noites suburbanas, os homens da lei servem ao diabo cadáveres de marginais a la carte. Ora, bem se sabe que o pai da capa preta abraça com estase os pecados deste povo. Principalmente a inconsciência e a ignorância.
Quem acredita na utopia é libertário, ou escravo da própria missão. Mas a juventude que tem acesso ao conhecimento joga os livros pelo ralo de suas inconseqüências.
As bolsas são a solução, as bolsas das senhoras, senhoritas e as bolsas-benificio que obrigam o filho do cabloco a participar da escola. Por que ler? Vamos todos carpir e adubar o solo desse país somos aliados a subsistência.
Basta olhar pelas janelas, as metrópoles modernas, eis a nossa frente a bendita globalização. Monopólios informativos, privatizações a toda prova. Malandragem é o principio. Contudo, é impossível esquecer a descendência e o apego ao conhecimento insano.
Adão e Eva sobreviviam em sua Anarquia bíblica. Apesar do temor a Deus. O casal consumia todos os frutos do Edem. Entretanto a serpente astuta através de uma ou duas frases, envenenou a natureza feminina e ego centrista de Eva.
A jovem comeu a maçã, e nós estamos aqui, vendidos e perdidos pelo pecado original, a mais antiga das ilusões. Querer ser o que nunca conseguirá deixar de buscar, satisfação!

Emanuelle Kaliny Rodrigues


sábado, 6 de outubro de 2007

Woodstock parece longe, mas as sandálias franciscanas ainda seguem pelas avenidas da atualidade. Não tenho guitarra, garganta ou microfone. Sou um colecionador de verbos, em busca de ousadia.

Salve a Pátria dos lobisomens onde homem vira ladrão, e ladrão vira homem, lá pelas bandas do cerrado . Somos a geração da new MPB, que oferece ritmos tão máquinados e simplórios, Made in Planeta dos Macacos.

Ora, nada é tão normal, os caras pintadas de hoje enfeitam as unhas, e acreditam fazer revolução quando vestem roupas quadriculadas.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Se nada der certo viro hippie


Jô Soares, o gordo da madrugada

Enaltecido pelo corpo robusto e mitificado pela língua afiada. Aquele que nasceu Jô carrega até as estrelas a família Soares.
A caneca sobre a mesa seduz, confunde e desafia. Os verbos em excesso já incriminaram políticos. Ora são reis destronados de poder e microfone.
Abordagens enigmáticas, risadas contidas e respostas amarelas, incendeiam diálogos promíscuos e redundantes.
O som do hino da insônia denuncia o reinado do “garoto da madrugada”. Este é o homem das palavras mortíferas como cicuta. Jô soares articula, inventa desafora. Tornando-se o mais ilustre global do Monte Olimpo.
Catequizando os Santos e vestindo paletó burguês o discurso na madrugada estimula a corriqueira demagogia, tão cotidiana, característica forte de Jô Soares.

Emanuelle Rodrigues



O Tempo Não Pára
Cazuza
Composição: Cazuza / Arnaldo Brandão
Disparo contra o solSou forte, sou por acasoMinha metralhadora cheia de mágoasEu sou um caraCansado de correrNa direção contráriaSem pódio de chegada ou beijo de namoradaEu sou mais um caraMas se você acharQue eu tô derrotadoSaiba que ainda estão rolando os dadosPorque o tempo, o tempo não páraDias sim, dias nãoEu vou sobrevivendo sem um arranhãoDa caridade de quem me detestaA tua piscina tá cheia de ratosTuas idéias não correspondem aos fatosO tempo não páraEu vejo o futuro repetir o passadoEu vejo um museu de grandes novidadesO tempo não páraNão pára, não, não páraEu não tenho data pra comemorarÀs vezes os meus dias são de par em parProcurando uma agulha num palheiroNas noites de frio é melhor nem nascerNas de calor, se escolhe: é matar ou morrerE assim nos tornamos brasileirosTe chamam de ladrão, de bicha, maconheiroTransformam o país inteiro num puteiroPois assim se ganha mais dinheiroA tua piscina tá cheia de ratosTuas idéias não correspondem aos fatosO tempo não páraEu vejo o futuro repetir o passadoEu vejo um museu de grandes novidadesO tempo não páraNão pára, não, não páraDias sim, dias nãoEu vou sobrevivendo sem um arranhãoDa caridade de quem me detestaA tua piscina tá cheia de ratosTuas idéias não correspondem aos fatosO tempo não páraEu vejo o futuro repetir o passadoEu vejo um museu de grandes novidadesO tempo não páraNão pára, não, não pára..."

O banzo das molecas.



O banzo das molecas

Descalça, e aflita uma mulata corre noite adentro. O pecado dos “brancos” não vem da mente, a perdição está tatuada na cintura morena.
Silenciada pelo facão, Severina é jogada a força nos campos serenos, a margem do riacho, derrama as lágrimas de inocência.
Maltrapilha ao cair do sol, envergonhada pela circunstancia, leva à senzala a notícia, paga o preço de sua vergonha. Desfalece humilhada no canto do terreiro.
A mulata perdeu as tranças. A paixão pela vida foi embora, Severina adormeceu serena, e acordou mutilada pelas mãos desumanas.
O engenho parece angustiado. A ausência de cantos e danças é relativa à tristeza absoluta. Infelizmente a imoralidade doutrina as noites, e o repúdio deflora os pudores.
Logo, vêm à alvorada. Esta traz em mãos o feitor e o chicote. Eis, aqui a maior mácula, germinada nos canaviais brasileiros. O banzo das molecas. Amedrontadas, as moças pedem aos orixás que nunca chegue a sua hora!

Emanuelle Kaliny Rodrigues.

Missão, ética ou gratidão?

Missão, ética ou gratidão?

Vendidos aos cegos do sistema, lançamos mão de uma postura ética. Nossas ideologias parecem vedetes, tão mercenárias quão desiludidas.
As questões político-partidárias funcionam melhor que os moderadores de apetite, elas quebram protocolos e inibam a fome por informações verdadeiras.
Ainda existem resquícios da comunicação, chamada de publicitária. Os outdoors estão no horário nobre, e a geração pós- televisão não arrisca discordar dos figurões da grande imprensa.
Seria herege apedrejar a mão amiga, da qual recebemos a esmola, e através dela compramos os auxílios e benefícios de cada dia. Não que a mídia deteste o homem. Tampouco o problema está nos olhos de quem lê a revista, ou seja, como faz.
Escravidão literária, é a causa que nos prende aos verbos e retira o foco das manifestações libertárias. Ora, enquanto os poetas e jornalistas descrevem a própria desgraça, e lamentam a morte de Luis Carlos Prestes. A publicidade dissemina retórica aristotélica e converte as massas a sua própria vontade.
Analisando os lados opostos, Ernesto era um bom companheiro. Rende milhões de aplausos nos blocos de esquerda, e boas vendas as grifes de camiseta.
Não é diferente com jornal. A busca por leitura é escassa. Quem sustenta os comunicadores são as verbas das colunas sociais. Portanto, alfinetar Marcos Valério não lhe parece hipocrisia?

Emanuelle Rodrigues