A depressão da geração Beat
Parte I
Os anos 80 revelaram grandes estrelas e poetas dentro da música nacional, principalmente no campo do Rock. A maioria das músicas debatiam temas polêmicos, como: o sexo, as drogas, a política e a violência urbana. Eram amores mutilados e desiludidos, idéias libertárias desfalecidas, sonhos e revoluções que agora parecem ter ficado para trás, enterrados junto com os ídolos que levantaram multidões de jovens nas décadas de 60’ e 70.
As composições convidativas a revolução cultural-intelectual, começaram a ter espaço somente dentro de alguns poucos grupos que persistiram a ideologia das décadas anteriores. Pode- se observar facilmente em trechos de canções da época a monotonia e a falta de esperança que invadira o coração juvenil.
Ideologia/ Cazuza: “Meus Heróis morreram de overdose, e os meus inimigos estão no poder, Ideologia eu quero uma para viver...”
Terra de Gigantes/ Engenheiros do Hawai : (...)” Hey mãe! Eu tenho uma guitarra elétrica. Durante muito tempo isso foi tudo que eu queria ter. Mas, hey mãe! Alguma coisa ficou pra trás. Antigamente eu sabia exatamente o que fazer...”
Há Tempos /Legião Urbana: “ Parece cocaína, mas é só tristeza. Talvez tua cidade, muitos temores nascem do cansaço e da solidão, descompasso, desperdício. Herdeiros são agora da virtude que perdemos...”
Veraneio Vascaína/ Capital Inicial : “ Porque pobre quando nasce com instinto assassino. Sabe o que vai ser quando crescer desde menino. Ladrão pra roubar, marginal pra matar, papai eu quero ser policial quando eu crescer....”
Os Cegos Do Castelo/ Nando reis: “Eu não quero mais dormir, de olhos abertos me esquenta o sol. Eu não espero que um revólver. Venha explodir, na minha testa se anunciou. A pé a fé devagar, foge o destino do azar, que restou...”
As composições relatavam sempre paixões e experiencias passadas que não obtiveram sucesso. Os nossos heróis estão cansados e atônitos. Nesse momento o mundo vive uma dura guerra de nervos, tão fria quanto estasiante.
No Brasil “Os anos de ferro” da ditadura militar, pareciam cair por terra. Entretanto logo depois a era Collor, levou a geração Cara pintada ás ruas, protestanto seus direitos. O muro de Berlim não demoraria muito a desabar, junto a URSS e o “seu” socialismo.
A descoberta da AIDS, também contribiu para colocar “cabresto” nos filhos e filhas de Woodstock. Pois agora a teoria de amor livre ( sexo desenfreado) desabava junto com consumo das drogas .A camisinha poderia ser um recurso, mas o momento era de silencio absoluto.
Cabe ressaltar, que muitos, idolos daquela geração estavam contaminados com o virus da AIDS. Fato que inspirou cabeludos, punks e libertários, vestirem o terno e adentrar nas faculdades. Mais tarde tornando-se patroes e desposando as virgens que restaram, se caso tivesse restado alguma .
“O meu prazer .... Agora é risco de vida. Meu sex and drugs, Não tem nenhum rock 'n' roll. Eu vou pagar A conta do analista. Prá nunca mais, ter que saber quem eu sou. Ah! saber quem eu sou... Pois aquele garoto, que ia mudar o mundo. Mudar o mundo... Agora assiste a tudo. em cima do muro...” Ideologia, Cazuza
Emanuelle Rodrigues
domingo, 28 de outubro de 2007
A depressão da geração Beat
Postado por Emanuelle Rodrigues às 18:54
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1 comentários:
uaauuuu manuuu...
lindo texto, fala de musica eh sempre bom neh uhauhauha.. q ótima abordagem da evoluçao da sociedade brasileira. a musica traduz essa evolucao, é literalmente "a voz do povo" e dos jovens neh...com seus nervos a flor da pele.. uhauhauhahu.
legal..
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