O banzo das molecas
Descalça, e aflita uma mulata corre noite adentro. O pecado dos “brancos” não vem da mente, a perdição está tatuada na cintura morena.
Silenciada pelo facão, Severina é jogada a força nos campos serenos, a margem do riacho, derrama as lágrimas de inocência.
Maltrapilha ao cair do sol, envergonhada pela circunstancia, leva à senzala a notícia, paga o preço de sua vergonha. Desfalece humilhada no canto do terreiro.
A mulata perdeu as tranças. A paixão pela vida foi embora, Severina adormeceu serena, e acordou mutilada pelas mãos desumanas.
O engenho parece angustiado. A ausência de cantos e danças é relativa à tristeza absoluta. Infelizmente a imoralidade doutrina as noites, e o repúdio deflora os pudores.
Logo, vêm à alvorada. Esta traz em mãos o feitor e o chicote. Eis, aqui a maior mácula, germinada nos canaviais brasileiros. O banzo das molecas. Amedrontadas, as moças pedem aos orixás que nunca chegue a sua hora!
Emanuelle Kaliny Rodrigues.
Descalça, e aflita uma mulata corre noite adentro. O pecado dos “brancos” não vem da mente, a perdição está tatuada na cintura morena.
Silenciada pelo facão, Severina é jogada a força nos campos serenos, a margem do riacho, derrama as lágrimas de inocência.
Maltrapilha ao cair do sol, envergonhada pela circunstancia, leva à senzala a notícia, paga o preço de sua vergonha. Desfalece humilhada no canto do terreiro.
A mulata perdeu as tranças. A paixão pela vida foi embora, Severina adormeceu serena, e acordou mutilada pelas mãos desumanas.
O engenho parece angustiado. A ausência de cantos e danças é relativa à tristeza absoluta. Infelizmente a imoralidade doutrina as noites, e o repúdio deflora os pudores.
Logo, vêm à alvorada. Esta traz em mãos o feitor e o chicote. Eis, aqui a maior mácula, germinada nos canaviais brasileiros. O banzo das molecas. Amedrontadas, as moças pedem aos orixás que nunca chegue a sua hora!
Emanuelle Kaliny Rodrigues.


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