Confrontando o conformismo
Inocência, silencio e retratos desfigurados. O choro parece, e é o mesmo. Pois nunca vi prazer mais duradouro que esse de publicar o próprio sofrimento. Ou será que o acaso já é tão obvio quanto mecânico?
Sóbrio, lutando e relutando, contra a banalidade subjetiva. Desconfortável, passo horas sentado em uma cadeira de madeira vulgar. Consultando algumas bulas de remédio para aprender a ser indecifrável e raro.
Ora, meus flertes passageiros são tão pragmáticos que nem inspiram rimas bonitas ou exóticas, como no principio da adolescência.
Hoje quem abre mão de certos valores, não é bandido. É um “cara” excêntrico. Essa é a lógica dentro da sociedade onde os dopados acordam formais. Enquanto os normais serão sedados através do discurso dos dopados. As oportunidades parecem iguais. Porém o osso do satisfeito sempre será mais duro, que o bife do “mal-agradecido”.
Agora para apimentar as conclusões e aquecer suas “línguas de trapo”, farei a todos uma confissão. Estou à beira do esgotamento dos versos. Portanto já tracei metas para desfrutar de boa aposentadoria. Tragam-me um guerrilheiro de corpo bonito, e passado ensangüentado. Necessito ao meu lado alguém de destino menos vegetativo. Hoje declaro guerra à escassez de vitalidade, estou confrontando o conformismo.
Emanuelle Rodrigues
Inocência, silencio e retratos desfigurados. O choro parece, e é o mesmo. Pois nunca vi prazer mais duradouro que esse de publicar o próprio sofrimento. Ou será que o acaso já é tão obvio quanto mecânico?
Sóbrio, lutando e relutando, contra a banalidade subjetiva. Desconfortável, passo horas sentado em uma cadeira de madeira vulgar. Consultando algumas bulas de remédio para aprender a ser indecifrável e raro.
Ora, meus flertes passageiros são tão pragmáticos que nem inspiram rimas bonitas ou exóticas, como no principio da adolescência.
Hoje quem abre mão de certos valores, não é bandido. É um “cara” excêntrico. Essa é a lógica dentro da sociedade onde os dopados acordam formais. Enquanto os normais serão sedados através do discurso dos dopados. As oportunidades parecem iguais. Porém o osso do satisfeito sempre será mais duro, que o bife do “mal-agradecido”.
Agora para apimentar as conclusões e aquecer suas “línguas de trapo”, farei a todos uma confissão. Estou à beira do esgotamento dos versos. Portanto já tracei metas para desfrutar de boa aposentadoria. Tragam-me um guerrilheiro de corpo bonito, e passado ensangüentado. Necessito ao meu lado alguém de destino menos vegetativo. Hoje declaro guerra à escassez de vitalidade, estou confrontando o conformismo.
Emanuelle Rodrigues

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