Arco-íris abandone meu jardim! Nesta casa passará evazivo e só, estará despercebido por longas e marcantes semanas. Sinto muito!
Pois eu cansei... cansei mesmo! Que façam as malas os grandes shows de rock. Férias não são remédio. Está tudo mal.! Tenho a pracha as ondas e o mergulho. Tenho tudo! Menos a vontade de me molhar.
Hoje só devo chorar! Devo até fechar a "cara". Desta vez não exagero, pelo menos hoje a de concordar comigo, é fim de tarde. É fim de mês. Motivos suficientes para manter-se o pranto no coração de um pequeno mal humorado.
Pequeno para aprender a prosseguir. Menor ainda quando se fala em perdoar. Você era bom em tudo, e mesmo que não fosse bom. Seria melhor que qualquer outro. Principalmente em esquecer meus erros.
Homem.... olhe para mim! Olhe e não resmungue! Estou sábado a noite no sofá. Estou triste pela ausência. Falo da sua ausência, pouco me importam as novas garotas.
Arco íris, encaminhe-se a outro jardim. Arco- íris eram bons naqueles fins de semana que viraram fotografia. Essas são as minhas melhores fotos, desfocadas e envelhecidas são meus momentos. Meus momentos em família.
Já aqui, tens um homem feito. Feito e jamais perfeito. Tenho dezenas de defeitos. Mas ainda alimento alguns sonhos. Continuo navegar sem os remos, sou homem. Bom e insuficiente. Incompreendido e sem companheiro de pescaria.
Pior que isso é lembrar.... lembrar e contentar-se com nostalgia. Falando em passado, recordo o dia que cheguei depois das 5 horas. A madrugada corria e nós apertavamos as mãos. Madrugada que assumimos um compromisso: falar a verdade, a verdade que fez falta em algumas famílias. Em algumas. Graças a Deus que levei palmadas e xingos, porque sempre falei a verdade.
Ora, palmadas, e xingos não trazem dor. Alguns me trouxeram sabedoria. Doloso é olhar para dentro dos comodos e nada enxergar. Nada além das falhas. Minhas falhas, meus deslizes. Como cair nas pedras e não escutar os sermões. Porque fingia não ter aprendido. Acabava caindo de novo. Ouvindo as risadas dos amigos, e lá vinha você franzindo as sombrancelhas.
Se eu soubesse que era tão simples acatar vontades. Que o dificil mesmo era não ve-lo viver. Nunca reclamaria! Bons tempos aqueles, que só tinha como obstaculo um sujeito barbado dividindo comigo o espelho do banheiro.
É.... agora tudo que tenho resume-se a um rádio. Desligado, sempre desligado. Muito pouco para quem passou tardes e noites ouvindo a contra gosto cancioneiros e aquela bendita interferencia. Que interferencia mais irritante! Interferencia que não acontece no presente. Enfim assim termino a história: sozinho! Sem música, rádio ou companheiro de pescaria. Estou só! Despercebido, abandonado e pálido, mais um arco-íris ignorado.
Por: Emanuelle Rodrigues.
Dia triste dia só!
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Sem música, rádio ou companheiro de pescaria.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
A agonia do A
A vastidão da mata me comove.
A vastidão do tempo me corroe.
A lentidão da vida me distrai.
A lentidão da morte me oprime.
A indecencia pura me seduz.
A indecencia humana me enfurece.
A rebeldia nova me traz o vento.
A velha rebeldia me traz as folhas secas.
A menina boa me lança dardos.
A menina velha me lança o passado amargo.
A boca suave me declama lembranças.
A boca humana me escandaliza com verdades.
A perda de tempo me alimenta aos sábados.
A perda de amigos me atormenta como relógios.
Não gosto de ponteiros.
Nem sou fã de calendário.
Por: Emanuelle Rodrigues.
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É hora de acordar: Bem ou mal é segunda-feira!
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Sessão da tarde

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Parem os Casamentos! Aumentem o som!
Postado por Emanuelle Rodrigues às 17:06 1 comentários
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Tão sentado, alternativo e revolucionário!
Postado por Emanuelle Rodrigues às 12:19 0 comentários
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Chuva ácida
Confronto todas as platéias
de olhos abertos.
Por: Emanuelle Rodrigues
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By Janis
"Tudo é sentimento... como sexo, só que mais abrangente. É uma mistura de amor, desejo e calor; aquela coisa em nossos corpos que todos nós sacamos... Quando estou cantando não penso. Só fico ali, com os olhos fechados, sentindo, me sentindo bem." - Entrevista a Hubert Saal do "Newsweek" (24 de fevereiro de 1969)
Janis Joplin
Postado por Emanuelle Rodrigues às 18:02 0 comentários
