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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Morte pelo rei, risos para o rei e pranto junto ao rei

Por: Emanuelle Rodrigues.

Aquele olhar persuadiu meu ego então censurado! E dali por diante, nasceu aquela vontade louca de fugir. Acreditei que poderia encontrar dois caminhos, mas nenhum caminho me norteou ao destino certo. Hoje você aparece linda, em qualquer concerto por ai a fora. Amanhã me desconserta e deixo de fazer novas canções de protesto, para um dia ser digno de ser chamado pelo nome.
Mas tudo bem baby! Estou fora, estou banido! Estou a sete mil léguas dos seus pés. Estou a sete mil léguas de qualquer civilização honesta. E isso não me incomoda nem um pouco. Sou bruto demais para jantares em família. Sou certo demais para formar uma nova quadrilha. Sou esperto demais para acreditar em você, e certas vezes torno-me inutil quando você não liga para minhas meninices.
É... se continuassemos assim seriamos a fase mais intrigante da lua. E se ao menos tentassemos sair daqui, seriamos o sol de alguns daqueles humanos que encontramos ali na rua. Não estariamos favorecidos. Nem de todo censurados.
Ás vezes você me pergunta o que encontrei do lado de lá. Mas é pior quando você não me pergunta nada. Prefiro correr até lá e trazer ajuda, do que ser incitado a me calar. Não digo que não tenho medo, de sorte que demoro a desistir. Pareço piedoso, pareço jornalista, pareço um monte de seres ilustres , mas acabo como todos os outros, com a cortina fechada e os tomates amassados em minha cara. Essa é atransfiguração do bobo da corte, essa é a resenha de um homem sem gracinhas a contar. Esse é o final trágico do novo escravo do rei, que não ri pela ausência do motivo. Aquele olhar persuadiu meu ego então censurado, mas seria melhor se eu não estivesse prestes a ser enforcado. De fato é uma pena! Morte pelo rei, risos para o rei e pranto junto ao rei.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Madrugadas literárias

Por: Emanuelle Rodrigues

Eu prometi a ela que aquele era o meu ultimo cigarro! Deixei de lado as minhas carências. E busquei naqueles braços todo amor que as noites me ofereciam. Entendi que nem tudo na vida é festa, e por um bom tempo molhei com meu pranto suas roupas limpas. E isso era bom!
Mas Juliana era mulher de cabeça feita, e com o tempo aprendeu criticar os meus erros, principalmente o de não usar gravata.
Rapidamente as noites surrupiaram o seu sorriso. E em questão de meses a bela estava comigo e por mim, chorando mergulhada nos desvaneios daquela "pândega".
Nunca entendi como alguém pode gerar tanta armargura naquilo que era tão simples e tímido. Nosso amor era como uma margarida, sem muita pompa e perfume . E isso o fazia ser melhor que os prazeres, imprudências que nunca abrimos mão. Ora, eramos dois insensatos personagens literários. Eu um Dom Quixote, e você uma versão mais meiga de Joana D' Arc.
Hoje... o presente mórbido e real arrebenta nossos laços. Juliana me aconselhou, e como de prache eu não a escutei. Achei que a saudade faria bem a dois corações instáveis. Entretanto nem só de coração é feito o amor. É feito de toque, é feito de confiança, é feito de tudo menos distância que nos transformou em o que somos agora: independentes. Sem o vêneno da sedução e as pílulas de rebeldia.
Oh! Minha bela, e isso é muito ruim! Porque voltei a fumar, e entreguei a rua essa cruel decadência. Hoje caminho só e minhas roupas estão todas sujas. Enquanto você vive a toa, desfilando pelas madrugadas literárias de outro maníaco apaixonado. Porém mais sensato que eu, porque ele ainda têm você!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Por ela e para ela

Por: Emanuelle Rodrigues

Ela está acima do que poderia alcançar. Ela está abaixo da ilusão, mas acima do que considero fantasia. Mas ela anda por lá, vagando com outras dezenas de realizações. Alias sonhos de realizações. Se é que tenho algum sonho a realizar nesses dez minutos que me restaram para almejá-la.
Mas o nome dela eu poderia saber, o nome de alguém que eu pudesse lamentar. Lamentar por não ter, lamentar por desejar. Não me conformo em chamá-la por ela. Mas insisto que ela em algum lugar deve brilhar.
Deve ser simpática. Ou talvez se mantenha recatada. Pode ter 24 anos, ou apenas estar na crise dos 30. Talvez ela fale alemão, e quem sabe até acredite em duendes. Bonito seria se olhasse para o horizonte, e magnífico se cuidasse de mim enquanto agonizo minha insatisfação.
E para ela eu declararia minhas emoções, ou esses sentimentos instantâneos que nascem todo final de semana quando me sinto vazio. E por ela não poderia ser diferente, por ela eu até voltaria a tocar violão. Cortaria os cabelos, ou deixaria crescer a barba. Mas ainda não desacreditei, mesmo que eu não a alcance, o que me acalma é saber que ela está em algum lugar. Longe ou perto, um dia deixara de ser ela e a minha poesia terá finalmente um nome: o dela.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Desconhecido

Por Emanuelle Rodrigues

Uma fotografia.
Duas, três horas longe de você,
e lá vem o coração me incomodar novamente!
Talvez por isso fujo.
Vivo fugindo porque sou covarde!

Navego para esquecer a mágoa;
Navego para encontar um tesouro;
Navego para nunca olhar nos teus olhos.
Mas eles sempre estão em todos os meus sonhos e pesadelos
é lá que você se escondeu.

Lembra?
Quando você era um desconhecido?
Lembra?
quando não tinhamos nada a perder?
Lembra ao menos de alguma coisa?
Ou já enterrou nossos planos?
Uma noite de calor, duas velas acesas;
cinco ou seis amigos,
sorrisos, e todo aquele medo de tocar um ao outro?

Hoje tenho pessoas a minha volta.
Hoje tenho colegas a minha volta.
Hoje tenho amigos e amantes...
Mas não tenho desconhecidos....
Nem você meu ilustre estranho.


Não tenho nada mais a desabafar!
Por isso fujo.
Por isso navego.
Por isso escrevo.
Por isso morro, mas não esqueço de você!
Amigo estranho, ou ilustre desconhecido.
Obrigada pela foto!
Obrigada por ir embora!
Não temos uma canção, mas ganhamos um poema.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Escárnio

As pessoas querem nos deixar tristes. Não sei quanto a você, mas as lágrimas caem do meu rosto e a culpa não é de ninguém, alem de quem acredita em vãs possibilidades. Bem vindo ao meu mundo, essa sou eu.
Uma pessoa banal e atormentada. Pobre daqueles que me tem por paciente e frágil. As vezes de tão convencidos, permito aos meus carneiros passeios pelas redondezas entre os vales tenebrosos. E por incrível que pareça aqueles lobos, carnívoros e invulneráveis que já me desafiaram, terminam a tarde devorados pela incerteza, de saciarem-se com a carne dos meus filhotes, belos cordeiros treinados para matar, foram um ótimo investimento. Escárnio!

Emanuelle Rodrigues

Cessando o inevitável.

Por: Emanuelle Rodrigues

Andando e desapegando-se de tudo que lhe era de direito, o primeiro homem estaria prestes a conhecer a própria morte (espiritual). Caminhando em situação desconfortável em relação às outras espécies, Adão sabia que seus dias estavam contados no paraíso, conhecido como Jardim do Édem.
Eis a primeira morte, o pecado certamente mataria o homem, pelo menos é o que afirma a igreja e os mais fervorosos adeptos desta fé. A árvore do conhecimento abriria os olhos daquele confuso Adão, agora jaz capaz de discernir entre o bem e mal. Mal que após alguns anos atingiria novamente a tenda dele, quando Caim (filho deste) cometeria o primeiro assassinato, desafiando a sorte e tirando a vida de seu irmão Abel, o pastor de ovelhas.
Depois de tantos séculos, afirmando e reafirmando teorias, a mesma igreja super- protetora, concluiu que o conhecimento, seria a raiz de todos os males. E lhe parecia mais conveniente fechar os olhos do homem, já que este não saberia posicionar-se diante de tantas informações sobre si mesmo. Não é a toa que todo aquele que se colocasse contra ao Teocentrismo, era considerado herege, e merecia morrer, (morrer?) em uma fogueira quentinha para acabarem não matando (matando?) outros que fossem simpáticos aquela idéia rebelde. Então seria isso: Mataria-se um (fisicamente) para não afetar outros (espiritualmente). Então nada melhor que promover a matança de dez mil, para controlar os milhões que ainda estão cegos.
Por outro lado, outras crenças mais espiritualistas, reafirmam que nenhuma morte física, seria suficiente para deter o plano espiritual que cada individuo tem reservado. Ou seja, todo e qualquer homem, teria uma missão a cumprir, e várias vidas até concluí-la. Para prosseguir até um plano de luz.
Ainda ressaltando a questão ideológica, dentro de algumas sociedades, é válido lembrar que a morte ainda carrega seus mistérios, e aterroriza a humanidade, que a todo custo tenta desafiá-la. Seja com a ajuda da ciência, ou das religiões, o fato é que o ser humano não quer conhecer a dama da foice tão cedo.
Entretanto o que a ciência chama de evolução, os sistemas de governo pensam ser inútil. Quando se fala em aumento da expectativa de vida, não devemos nos deslumbrar com a façanha de viver mais. Mesmo porque essa é concebida através de drogas e mais drogas de laboratório. Por outro lado, economicamente um homem inativo pode custar mais que o estado está propicio a financiar. Enquanto os jovens deixam de nascer, interrompidos pelos métodos contraceptivos (cada vez mais usados) os velhos vivem mais. E o que temos? O desequilíbrio na balança da vida.
Ora, sabemos, que além do prejuízo ao Estado, ecologicamente um ser humano vivo e velho não deixa em nenhum instante de ser prejudicial ao meio ambiente. Pois este é tão produtor de lixo quanto qualquer outro com dez, ou trinta anos a menos que ele.
Já, nas artes, a morte tem um campo cada vez mais abrangente, principalmente nas “telonas”, onde filmes que ressaltam a violência arrastam muitos curiosos as poltronas de cinema. A exemplo do filme, Titanic, uma trama que todos sabiam o destino dos passageiros daquele transatlântico.
E se você não sabe vou dar uma dica: o destino é a cidade dos pés juntos. Refúgio onde os passageiros do vôo que seguia até Paris, exibido no filme premonição 1, acabaram encontrando. Esse outro grande sucesso que levou centenas de jovens, e velhos ao cinema. Nada melhor que saborear o desespero daqueles miseráveis perseguidos pela morte.
Voltando ao cenário religioso, reafirmando que uma vida honesta só poderia ser obtida por meio do conhecimento da palavra de Deus, e a busca pelos ensinamentos de seu filho Jesus Cristo, (apocalipse 1:18) “e aquele que vive, estive morto, e eis que estou vivo por séculos dos séculos, e tenho a chaves da morte e do inferno.” Sendo assim todos aqueles que estão vivos em Cristo, precisariam ardentemente deixar a vida ( vida?) que levavam antes gozando abundantemente dos prazeres mundanos, ( escravos do pecado) para ressuscitar junto com o Mestre no fim dos tempos.
Então se para realizar tudo isso o Cristão, ou pecador necessita do embasamento Bíblico e a reflexão do meio que está inserido, para conseguir fugir da morte. Por que o conhecimento é mau? Se ele salvaria o humano já marcado pelo pecado original de Adão e Eva no inicio dos tempos?
A busca pelo oculto sempre está ao redor do homem, seja nos tempos da igreja primitiva, como nos dias de hoje. Missionário ou não, herege ou escolhido, a questão é: o homem vai morrer, e ainda que pareça um clichê: “a morte é a única certeza da vida.” Por isso que cientistas, cineastas, escritores, pastores, padres e ateus, estão vivendo para disseminar a teoria que a morte chega, e que eu e você de alguma maneira (aquela que nos agradar) devemos lutar contra ela. Entanto ainda não descobri o porquê interromper a ordem natural da vida, cessando o inevitável.

domingo, 11 de maio de 2008

Tropeçando nos pedaços de Dani


Por: Emanuelle Rodrigues

Naquela tarde em que a garota penteou os cabelos, a ambiciosa dor voltou ao espelho. Ela sentia-se bem, mas nunca companheira, apenas a única desfigurada do presídio. Ainda que hoje, ela lembre-se muito pouco, de todas as aflições do pré julgamento alheio.
Fora em uma traumática, sexta-feira 13, na mesma que Dani foi parida, e nessa tarde os guardas riram dela. Guardas e militantes da bela e heróica polícia que acredita manter uma ordem, ordem na sociedade civil inexistente. Sociedade de macacos urbanizados que dançam axé, e louvam os demônios sem sentirem-se molhados. Bem vindo ao BRAZIL com Z.
Daniele você tem dor? Oh Daniele, esteja à vontade ai no fundo da jaula. Sente-se naquele sofá convidativo, e finja que amanhã seus crimes estarão esquecidos. Assim como seus filhos lhe ignoram, jogue aquelas fotos na fogueira e acuse a si mesma de estupro. Sabe o que eu acho interessante? Ela parece maligna, ainda me desperta curiosidade. É claro que vocês me condenam, nunca vão além dos estereótipos.
No domingo dia 15 de fevereiro, mataram Dani, e na terça-feira descobriram nossa inocência. Apenas por ontem permaneceram ausentes, hoje abordam nossa nudez em todos os noticiários.
A dor voltou ao espelho, ao espelho da alma ferida diante da culpa que aniquilou a razão. Daniele chorava muito, para ser mais claro, aquela mulher não calava a boca. Eu posso parecer desagradável, e até insensível, ora seria eu humano alimentando-me de bulas e mais bulas de remédios controlados? E não gastaria minha sensibilidade descrevendo o meu próprio presídio.
Era estranho, tão estranho quanto o dia em que ela foi embora. Dani está nas capas de revistas capitalistas e para adolescentes frouxos, aparece em todos os “meios comunicativos” do planeta terra. É idolatrada pelos homens, pelas cigarras e pelos ursos polares.
Já o meu ódio não vem da fama, meu ódio não vem de nada. Eu não tenho ódio, apenas uma tendência a brutalidade incontrolável, padres e freias chorem por mim, hoje a noite está me levando ao delírio, e acabei tropeçando nos pedaços de Dani.


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sexta-feira, 9 de maio de 2008

A Divina vanguarda da aleluia, amém!


Por: Emanuelle Rodrigues

Maria gemia ao céu tamanho era seu destino...
Poesia de brincadeira não é arte!
Estrofe “boa” nasce no ventre lírico do capeta.
Ora, observemos os unicórnios,
E logo lhes darei o vosso lápis,
Menos medíocre que a realidade que nos atormenta.

A menina levada passa a tarde inteira no armário.
Ela não desabrocha para amar o encanto.
Porque o encanto para gente comum não existe.
Gente que esquece o caminho de volta para casa.
Assim fez José, assim me consagrei para os versos.
Nunca mais sai daqui: intolerância com a vida,
É meu nome e sobrenome de casada!


Pois, quando o barbudo saiu para comprar cigarros,
Maria chorou pela virgindade que há tempos não mais tinha.
O problema não estava no tabaco, ou no álcool;
Era a desmerecida causa que levou José ao crime,
Sentia-se traído pela virgem.

E o que faria José longe do credo e das coroas?
Sua virgem não era mais o motivo, de tantas velas.
Poesia de brincadeira não é arte!
Bela, balburdia nossa de cada dia, nos daí hoje um novo ardor.

Segundo Herodes, José parecia calado.
Ao lado de Gabriel parecia mais um mero encarregado de sempre.
O Carpinteiro carregou aquela arma,
Arma de fogo, ódio e rancor pela estátua inanimada.
Adeus poesia, adeus Maria, adeus inspirações do poeta ímpio.
Poesia de brincadeira não é arte!
É manifesto “pseudo” alguma coisa que seja ruim para o novo,
E ainda incompreensível
A Divina vanguarda da aleluia, amém!

terça-feira, 29 de abril de 2008

a Fuga da coisa não é mais fuga.


Por: Emanuelle Rodrigues


Beijar os prédios é meio insano;
Viver a morte é ideologia...
Queimar os panos não é segredo,
E o respeito jaz covardia.

Nosso destino faz o destaque,
Não causa danos, ou arromba cofres,
meu ritmo pode parecer sem pressa, mas atropela alguma sorte...

A Fuga da coisa não é mais fuga.
A fuga da coisa que eu causei!
A fuga da coisa não: É mais fuga!
E A MINHA ARTE FORA EMBORA!
Atormentada!

A melhor pose é a destronada...
A melhor droga apodrece insípida,
A melhor dose vem da mistura...
Que apimenta o poder da língua!
E aumentam-se os erros
E aumentam-se as vozes.
Estão aqui os reis bacanas:
Do império das ciladas...
Agora são mais tapas bacanas voando por lá,
E menos tapas em babacas alegrando o: aqui...
Por que:

A Fuga da coisa não é mais fuga.
A fuga da coisa que eu causei!
A fuga da coisa não É mais fuga,
E A MINHA ARTE FORA EMBORA.
Pegou o chapéu...

Meu personagem está mascarado
Ele corre e salta, até pula as lápides,
Que fuga é essa que estou agora?
Lançado a morte pela escada.
Que fuga é esta que estou a agora?
Com minhas roupas destroçadas...

Então larguemos nós daquela idéia e fomos à busca
De nossos medos...
Enfrentamos todos os piratas...
E aturamos outras torturas maiores....
E quando finalmente sedados para a próxima experiência:
Decidimos nos embriagar aqui.

A Fuga da coisa não é mais fuga.
A fuga da coisa que eu causei!
A fuga da coisa não É mais fuga, E A MINHA ARTE FORA EMBORA, acompanhada pegou carona....e vai de chapéu seguindo o ritmo até a boa e velha Califórnia.

Por: Emanuelle Rodrigues

terça-feira, 22 de abril de 2008

30 abnegados de sanidade como eu

O Álcool soa puro, mas a verdade é destilada.
Nasci meio perdido nessa infame indagação.
As pessoas me perguntam, falam, e apontam pra cá dizendo:
-Como está à dona bela insegurança?
Ora...
Seria menos defunto
Estaria menos devasso
E sempre a alguns passos de pisar no campo das granadas.
E se assim fizesse!
Sentiria minhas vísceras sobrevoar os milharais de matutos.
Olhem só quanta podridão escarrada no curral daquelas éguas?
Olha quanto repudio eu causo a sociedade que recrimino?
Só me resta vomitar sobre seus cabelos oleosos.
Bem a noite as pessoas dormem,
E eu reclamo por viver acordado.
Não vivo acordadom,
Nem durmo,
Abro os olhos, fecho....
Agora estou a margem da insufiencia e enchendo o bolso curando 30 abnegados de sanidade como eu.

Por: Emanuelle Rodrigues

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Orkut


O pomo virtual da discórdia.
Por: Emanuelle Rodrigues

Da citação de Aristóteles: "o homem é por natureza um animal político”, vendendo o próprio peixe que a sociedade começa a adentrar na era pós internet. Dessa influencia analise o que seria em si: a realidade virtual. Nada mais que um ritual de acasalamento entre indivíduos desconhecidos. Divulgando sua maneira de ser. (como qualidade, defeitos e crenças) Ou seja, olhando mais a fundo a gigantesca e catastrófica popularidade dos sites de relacionamento, como o Orkut (por sinal o mais popular de todos). Torna-se nítido o efeito "voyeur" na vida de centenas de internautas sendo a maioria um publico jovem entre 12 e 25 anos.
As relações sociais desses usuários acabaram resumindo-se ao: wide word web. Aqui fazem amigos, conhecem suas futuras esposas, e destroem namoros bicentenários e vulneráveis ao assédio, que só é permito nesta rede de amigos e rivais.
O mesmo publico que hoje, tem como principal vício gastar horas e horas na rede, espiando o perfil de amigos e até mesmo de desafetos. Deveriam, ou poderiam estar gastando esse potencial criativo em leituras e releituras de temas que poderiam trazer maior noção da realidade onde estão inseridos. Mas não o fazem.
Ainda que a ligação virtual não pareça nociva, ela pode ser ocultar facetas, como os tão comuns falsos profiles, também chamados de Fakes. Aqui podem esconder-se usuários travessos ou até mesmo criminosos que usufruem dos mecanismos da internet em benefício próprio.
E mesmo que o poder de invasão não seja o principal pecado desta. O pomo da discórdia veio a ser lançado em muitas famílias que acabaram seduzidas pelos laços da virtualidade. Ora, o diálogo entre pais e filhos parece ser colocado em segundo plano. Pois o homem social tecla, tecla e divide seu tempo entre obrigações do cotidiano e teclar.
Agora apegand0-se a citação inicial do homem e a política, que podemos fundamentar a necessidade do ser humano a comunicar-se e vender sua imagem. Casado, solteiro ou sem resposta definida para a questão, precisa manter eternamente um perfil atrativo diante dos outros milhões iguais a ele. "o homem é por natureza um animal político" e precisa convencer a todos que ele é tão bom a sociedade que o alimenta.

Por: Emanuelle Rodrigues


sábado, 12 de abril de 2008

No escuro


Por: Emanuelle

Migalhas de horror no quarto ao lado. Humores alterados e nada de luzes no corredor. É outra vez aquela esquisita, de cabelos curtos e comportamento medonho, comportamento que a identifica como underground.
Bem, a conheço por Marina, aquela...
Que cresceu sem futuro, e vive o presente como uma bruxa maquiada. Ela esconde o boletim no bolso, ela precisa de novo um palavrão. Nesta tarde liberou seus instintos no parque, esmagando os sonhos de dez criancinhas, filhas de doutores e "fanfarrões".
Marina é erva da boa. Maquiavélica se faz venenosa, desfila pela casa só de calcinha atrasando os campos de concentração. Lançando perfume como ninfa vulgar, está a principio da nova overdose. Sempre bufando sobe a escada calada. Bufando sobe a escada para aquele ardente suicídio, também chamada de vida.
Menina, mulher desprovida de carinho, menina mulher de carne humana. Hoje está algemada a teorias, algemada a "breguices" passageiras. Quisera ela um vestido de pano, quisera um vestido de fêmea.
Enganada pelas revistas, foi seduzida pelos alardes homicidas. E estando a margem da verdade, empinou as nádegas para acasalar. O macho tem forma de pedra, todo macho tem um "quiçá" de coração ausente”. Pois Marina almeja ser assistida pela concorrência”. Por isso chora as lágrimas de todas as santas “Marias" de sua família. Assim vai caminhando a maldita. Maldita por ser dominada pelos parceiros para mostrar as amigas que nasceu mulher.
É esse o desejo ferrenho que a joga naquela sarjeta, está apanhando pelas mentiras que viveu. Mais um dia humilhada devido as verdades que ocultou, assim acaba como as outras , lavando pratos encima da barriga.
Mulher de pescador como você que acorda nua ao lado de tubarões. Boa esposa, e boa de tudo. Inclusive melhor ainda como suicida. Fraca, fraca, nasceu polêmica. Polêmica de tão fraca! Engana a baleia interior com sibutramina, veste lingerie vermelha e scarpin. Carrega no bolso a agenda dos números de homens que não ama, e nunca de alguém que a tenha por "gente".
Pobre de ti Marina! Anseio um dia vê-la longe dessa atmosfera de prostíbulo. E nunca mais ter de fugir quando a encontrá-la ferida e alcoolizada em meu corredor. Boa sorte na próxima vida, agora se dirija a seu quarto está fazendo muito barulho chorando as mágoas comigo aqui no escuro.


Por: Emanuelle Rodrigues




quinta-feira, 3 de abril de 2008

A multiplicação dos farelos e das escamas

- Hei Jonh... Coloque os óculos escuros! Na Califórnia as meninas têm seios, pernas e beijam ardentemente os bandidos e tatuados.

( gargalhadas)
- Ora, onde estamos? e Que maldito ruído é esse?

- É um som depravado! São gemidos, gritos e sofrimento. Luxuria... escorrendo em nosso assoalho, em plena hora do almoço. Então o que me diz?

- O que faz a perda de tempo aqui, ser melhor que o tédio de acolá? O que viemos buscar aqui Pete?

- Buscar... Algo parecido com o amor que sentíamos ao desejar a euforia alheia.

- Nunca desejei nada. Minhas mãos sempre permaneceram "sacras"! (risos)

- Já os pensamentos... Eram sempre ímpios, tremulantes comandando a gangue dos bons.
-A gangue dos... Santos que daqui há décadas pertencerá ao passado?
- Ah... o passado! Velhas ruínas e ruídos de um comportamento bastante antiquado.
- Bem vindo ao meu mundo Shotton, esse sou eu! E Essa é a minha banal biografia...
- Tudo bem... Esqueça a brincadeira, pequeno Winston! Nunca saímos da Inglaterra... por isso afogamos nossas magoas em livros de matemática... Certo?
- Cale-se! Ainda não descobri o resultado para essa equação, meu forte é poesia. Malditas sejam todas as professoras de matemática. Não são mulheres, agem como dragões... Por isso seus maridos são todos alcoólatras.

Por: Emanuelle Rodrigues

segunda-feira, 24 de março de 2008

Jantar a luz de velas com Hannibal

Sempre rosno diante do lixo.
Lixo literário, lixo evasivo.
Lixo suburbano, lixo feudal.
A felicidade de outrem me embriaga
Embriaga-me o ego.
Confunde-me as vistas.
O meu bafo é comum.
O meu bafo é devasso.
Para dentro do sarcófago carrego um garfo.
Carnívoro sou eu!
Meu Codinome é urubu de cerca.
Os homens vivem.
O urubu observa.
O homem morre.
O urubu janta pela décima vez.
Falando em talheres, morte e embriaguez.
Ainda que eu não creia em nenhuma teoria
Não é por nada não, mas...
Meu colega de quarto está morto.
Não morto como meus tios e tias,
Que almoçam, trabalham e educam suas filhas em frente à Televisão.
Morto do verbo morrer!
Morto do provérbio popular “Bater as botas!”
O que mais me dói é que esse pobre diabo nem botas poderá bater.
Não as tinha!
É o resultado de sua vida um tanto festiva.
Junto com a inteligência, lá se foi à sanidade.
Depois da sanidade lá se foram às alpinistas.
Agora tudo o que ele tem, é um coleginha de quarto.
Triste? Nada!
Sinto apenas certo medo.
Mesmo porque todas as tragédias me trazem memórias.
As lembranças dos bailes,
As lembranças dos beijos.
As memórias de outros.
Porque eu não tenho memórias.
Eu não gargalho ao léu
Nunca fui a bailes.
Meus amigos, nada de autocrítica,
E menos criticas ainda a este que vos fala.
Tudo o que eu queria era presentear um conhecido.
E caso vocês não se lembrem, alguns poetas são falidos.
Agora quanto a Samuel...
Seu vocabulário era tão esdrúxulo, e suas bochechas tão rechonchudas,
Que conseguia irritar-me pelo simples fato de existir e ousar dialogar comigo.
Eu Poderia poupá-lo de sobreviver ao lado de um psicopata.
Poderia e deveria.
E antes que me olhem torto, assumo.
Samuel não foi meu amigo!
Samuel não foi meu confidente!
Samuel não foi um bom homem!
O que não impediu de ser um apetitoso almoço.
Agora por favor, Suzete, me passe o arroz...

Por: Emanuelle Rodrigues

domingo, 16 de março de 2008

Perfume, revolução e poesia

Por: Emanuelle Rodrigues

Perfume, revolução e poesia. Eva, Helena, Maria, Cleópatra ou Pagu; nomes que sublinharam a história e desmistificaram o tabu “sexo frágil”. Essas destemidas deusas e mortais destacam-se pela mesma característica, são mulheres, e permaneceram assim.
Agora voltando um pouco nossos olhares para a história da humanidade, podemos analisar o perfil de algumas mulheres em seu tempo. Começando pela inesquecível literatura.
Talvez você como muitos poetas, escritores, artesãos, e homens de “carne e osso” tenha se deixado seduzir pelo encanto angelical das ninfas. Na mitologia grega Ninfas são espíritos ligados as águas, montanhas, florestas e outros ciclos na natureza. Porém essas também deixaram seu perfume espalhado em milhares de páginas de nossos livros no período onde se consagrava o romantismo.
E como a mulher era vista aqui? Nada mais que natureza criativa. Eram todas musas castas, brancas e puras, representando o amor platônico e poético da época.
Falando em poesia, artes e literatura, alguns anos a frente muitos senhores barbados perderiam a cabeça por alguma outra e não menos sedutora rapariga de batom vermelho nos lábios. Seu nome era Patrícia Galvão, ou apenas Pagu.
Pagu além de mexer e remexer na inquisição bagunçou a vida de Oswald Andrade. Extrovertido literário modernista brasileiro, aliado de Mário Andrade e muitos outros vanguardistas como eles. Para “encurtar” a história, Patrícia além de amante de Oswald, fora escritora, jornalista, revolucionária, e a musa do movimento antropofágico no Brasil.
Depois de tanta eficiência vamos voltar à cruel e imprescindível História da que jamais apagaria de nossas memórias aquela a qual conhecemos por: EVA. Mulher! Primeira em vários quesitos: a primeira pecadora, a mãe de Caim, e nas horas vagas ela ganhava a vida como a esposa dissimulada de adão. Entendeu o porquê de tanta fama?
É, houve um tempo que embarcações partiam e deixavam do outro lado do mar, esposas, filhas e mães, figuras sedentas e carinhosas. Todas lançavam seus lenços delicados ao mar, e desfaleciam-se em lágrimas ao ver seus maridos, filhos e heróis deixarem suas casas para lutar na guerra. Mas algumas pareciam mais espertas, seguiam o exemplo de Helena. Aquela a qual carrega a reputação de mulher mais bela do mundo, mesmo que seu maior feito tenha sido fugir no navio dos inimigos de seu marido espartano. Helena só queria viver um grande amor ao lado do principe Troiano Páris. Helena: beleza e culpa, e ainda digo mais, acredito que essa causou uma imensa balburdia.
Falando em beleza, quem teria sido Cleópatra? Que espécie de encantamento usava para enlouquecer seus companheiros e continuar dar as cartas no antigo Egito? Essa foi portadora de uma grande astúcia além de hoje ser uma das mulheres mais conhecidas da história da humanidade.
Depois de viajarmos pela silhueta de belas representantes do sexo feminino. Retornaremos ao ambiente virginal e casto, pois aqui está ela: Maria. Função: Mãe de Cristo. Bem acredito que aqui nem preciso entrar em maiores detalhes.
Quanto às outras milhões e exemplares não citadas aqui nestas linhas deixo felicitações pelo dia 8 de março, o qual se comemora o dia internacional da mulher. Ainda que felicitações sejam menos importantes já que a mulher está aos poucos consegue seu espaço, como mãe, política, administradora dentro da sociedade.Um grande passo, e independente da vontade do sexo forte, já que a força enfim é vencida pela oportunidade. Oportunidade de gerar novos homens, dotados de novas ideologias.

Por: Emanuelle Rodrigues

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Sem música, rádio ou companheiro de pescaria.

Arco-íris abandone meu jardim! Nesta casa passará evazivo e só, estará despercebido por longas e marcantes semanas. Sinto muito!
Pois eu cansei... cansei mesmo! Que façam as malas os grandes shows de rock. Férias não são remédio. Está tudo mal.! Tenho a pracha as ondas e o mergulho. Tenho tudo! Menos a vontade de me molhar.
Hoje só devo chorar! Devo até fechar a "cara". Desta vez não exagero, pelo menos hoje a de concordar comigo, é fim de tarde. É fim de mês. Motivos suficientes para manter-se o pranto no coração de um pequeno mal humorado.
Pequeno para aprender a prosseguir. Menor ainda quando se fala em perdoar. Você era bom em tudo, e mesmo que não fosse bom. Seria melhor que qualquer outro. Principalmente em esquecer meus erros.
Homem.... olhe para mim! Olhe e não resmungue! Estou sábado a noite no sofá. Estou triste pela ausência. Falo da sua ausência, pouco me importam as novas garotas.
Arco íris, encaminhe-se a outro jardim. Arco- íris eram bons naqueles fins de semana que viraram fotografia. Essas são as minhas melhores fotos, desfocadas e envelhecidas são meus momentos. Meus momentos em família.
Já aqui, tens um homem feito. Feito e jamais perfeito. Tenho dezenas de defeitos. Mas ainda alimento alguns sonhos. Continuo navegar sem os remos, sou homem. Bom e insuficiente. Incompreendido e sem companheiro de pescaria.
Pior que isso é lembrar.... lembrar e contentar-se com nostalgia. Falando em passado, recordo o dia que cheguei depois das 5 horas. A madrugada corria e nós apertavamos as mãos. Madrugada que assumimos um compromisso: falar a verdade, a verdade que fez falta em algumas famílias. Em algumas. Graças a Deus que levei palmadas e xingos, porque sempre falei a verdade.
Ora, palmadas, e xingos não trazem dor. Alguns me trouxeram sabedoria. Doloso é olhar para dentro dos comodos e nada enxergar. Nada além das falhas. Minhas falhas, meus deslizes. Como cair nas pedras e não escutar os sermões. Porque fingia não ter aprendido. Acabava caindo de novo. Ouvindo as risadas dos amigos, e lá vinha você franzindo as sombrancelhas.
Se eu soubesse que era tão simples acatar vontades. Que o dificil mesmo era não ve-lo viver. Nunca reclamaria! Bons tempos aqueles, que só tinha como obstaculo um sujeito barbado dividindo comigo o espelho do banheiro.
É.... agora tudo que tenho resume-se a um rádio. Desligado, sempre desligado. Muito pouco para quem passou tardes e noites ouvindo a contra gosto cancioneiros e aquela bendita interferencia. Que interferencia mais irritante! Interferencia que não acontece no presente. Enfim assim termino a história: sozinho! Sem música, rádio ou companheiro de pescaria. Estou só! Despercebido, abandonado e pálido, mais um arco-íris ignorado.

Por: Emanuelle Rodrigues.


Dia triste dia só!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A agonia do A

A vastidão da mata me comove.
A vastidão do tempo me corroe.
A lentidão da vida me distrai.
A lentidão da morte me oprime.
A indecencia pura me seduz.
A indecencia humana me enfurece.
A rebeldia nova me traz o vento.
A velha rebeldia me traz as folhas secas.
A menina boa me lança dardos.
A menina velha me lança o passado amargo.
A boca suave me declama lembranças.
A boca humana me escandaliza com verdades.
A perda de tempo me alimenta aos sábados.
A perda de amigos me atormenta como relógios.
Não gosto de ponteiros.
Nem sou fã de calendário.

Por: Emanuelle Rodrigues.

É hora de acordar: Bem ou mal é segunda-feira!

Segunda feira, sempre chega esta penúria! Malditos domingos que cessam rápido. Aqui estou eu. Mais uma manhã. Esquecido e na cama. Pareço sedado, mas não pense mal de mim. Baby, estou somente retido.
Aparentemente até pareço com alguém. Alguém que agora não me lembro o nome. Bobagem humana é usarmos nomes. Nas vacas usam carimbos, em pessoas um apanhado de letras.
Voltando a minha cama, de fato estou pior que ontem. Apesar que antes de ontem eu até dava um "caldo". Baby, as meninas até brigavam por mim. Hoje ainda brigam. Porém mais velhas, sistemáticas e com milhares de rugas.
Discutir cenas antigas é bom. Até esqueço de abandonar o pijama. O que é uma das burrices minhas. Para que o pijama se tenho insônia?
Sair de casa as vezes é bom!Gastar dinheiro que torna esses passatempos horripilantes. Não compro balas, abandonei a gravata. Por que gastaria cédulas com roupa de aposentado? Estou indignado, brabo e sumido! Vou agora mesmo me livrar daquele pijama, e lhe comprarei camisola novas.
Ah.....Domingos. Ainda não descobri porque não gosto deles. Boa mesmo é a sexta-feira. Nas sextas ando embriagado, jogo baralho e vou a casa dela. Ainda que eu não tenha ela, porque sou soberbo. Dei fim nos meus romances temporários,e gosto de homens porque mulher eu sou.
Luares sagrentos e tediosos sempre acabam antes da hora. Os suspiros do vento lá fora soam como imperadores bossais. Batem no vidro porque hoje está acabando o fim de semana. Esqueceu meu jovem que Domingos não são amigos? Eles já nasceram. Normais e bandidos. São nessas noites que perco a linha. São nessas noites que eu te ligo. Entendeu?
Bem, agora sabemos que pijamas lembram silêncio. Silêncio de Capela. Capelas trazem luto, velhas e insônia. Capelas mesquinhas! Gostam de abrir as cortinas com força, badalam sutilmente o sino. Entra na igreja a donzela. Acalme-se desta vez não seria eu a noiva saltitante.
Fim de linha, chegamos ao fim do parágrafo. Andei, rosnei e acabei o baile sozinha. Lá se vão meus planos de começar uma semana apaixonada. Ou não reparou no menino desastrado que acabou de ralar os joelhos?
Veja como é belo! Está no mundo a passeio, veio até aqui andando de bicicleta. Implicancia? Nada...! O problema é não concordar com ele, em nada. Nem parece que estamos apaixonados. É hora de acordar: Bem ou mal é segunda-feira!
Por: Emanuelle Rodrigues.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Sessão da tarde

Bily gosta de roubar beijos;
Iasmim destesta comprar pipoca.
Bily permanece todos os dias lá.
e Iasmim sequer apareceu hoje por aqui.
Bily é homem de fé.
Iasmim mora ao lado do bar.
Bily ganhou brinquedos de natal,
e Iasmim amanheceu levando tabefes na calçada.
Bily até prefere rock'n roll.
Iasmim é doida por ramones.
Bily cumprimenta estranhos,
e Iasmim odeia patricinhas.
Bily coleciona discos de vinil.
Iasmim não perde nenhum capítulo da novela.
Bily não repitiu nenhuma série.
Iasmim estuda para o vestibular de Letras.
Bily não liga para ninguém.
Iasmim usa unhas compridas.
Bily toma cerveja e sai com as amigas,
e Iasmim dorme tão cedo que acorda sozinha.
Bily não é filho de mãe solteira.
Iasmim coleciona vizinhos e madrinhas.
Bily é cineasta amador,
e Iasmim viciou-se em anfetamina.
Bily sabe falar muito bem inglês.
Iasmim sabe tocar guitarra.
Bily tem cara enfezada,
e Iasmim há pouco tempo largou das bonecas.
Bily aprendeu a ter paciência.
Iasmim vive atormentando os padres.
Bily gosta de santos,
e Iasmim faz poses no espelho.
Bily gasta toda grana em livros.
Iasmim ganha horas conectada.
Bily disfarça bem o ciume.
e Iasmim não suporta o abandono.
Bily fuma desde os 13 anos.
Iasmim usa calcinha de rendinha.
Bily esconde a calvice com boné.
e Iasmim usa um figurino " fim da década de 60".
Bily vai embora amanhã cedo.
e Iasmim acabou de ser demitida.
Bily gosta de filmes.
Iasmim vai aos sábados no cinema.
Bily senta-se no canto sozinho.
Iasmim não encontra lugar perto da saída.
Bily olha atordoado para frente.
Iasmim pode desistir de ver o filme.
Bily sorri e aponta uma poltrona,
e Iasmim sem graça tem que aceitar.
Bily gosta de roubar beijos;
Iasmim detesta comprar pipoca.




Por: Emanuelle Rodrigues

Observações: Tudo que falei é ficção. Da vida hoje muito vivi, e algumas coisas desvendei, sobre essas debato, essas até sei. Sobre a relação acima posso saber muito, mas de outros personagens sei nada, principalmente detalhes como dia-dia e passatempos.


Entretanto confesso, que a inpiração não veio voando. Estava tão perto que surrupiei : cumplicidade e a paixão de dois amigos meus: Tiago E Mary ( ou Maria), um casal que rouba beijos, que vai ao cinema, e tenho plena certeza que deixam de lado a pipoca.


Obrigado pela força, desejo a todos bons filmes, além de muita paz e amor aos rockeiros apaixonados de plantão.




Por: Emanuelle Rodrigues 13-02-08.












terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Parem os Casamentos! Aumentem o som!

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Por: Emanuelle Rodrigues
Mulher siga em paz... esqueça o casório.
Faça o melhor enquanto há coragem.
Quanto a luxúria não resta dúvida.
Lúxuria é fato.
Luxúria é luto.
Não sou bom partido!
Sou humano!
Minha mãe era carnivora,
e meus dentes eram de "leite".
Não pareço louco.
Por isso eu sou.
Sei controlar a maldade.
e também desviar-se do amor.
Todos os dias são bons!
Aprendo experiências,
e acumulo dezenas de garrafas vazias.
Vendo qualquer amizade.
vendo mesmo!
Qual é o seu preço?
Quanto você vale?
Tola!
Fraca!
Você vale o que come!
É referente ao que almeja.
Almeja dor?
Deseja Injurias?
Então você vale... bem esquece.
Durma aqui no sofá esta noite.
Mercenária!
Afogue-se , mas controle-se!
Respire, chore.....
Da minha parte está tudo bem!
Me sinto feliz.
Sem recessentimentos....
Você vale o que come!
Existe maior prazer?
Prazer real e barato.
Gosto de ve-lá irada...
Gosto mesmo!
Bem vinda ao meu submundo.
Alimente-se... e rápido,
Deve conservar o hálito enjoado.
Alimente-se... e logo,
Deve multiplicar o que tens sofrido.
Alimente-se...
Deprida e sem talheres.
Só não sei o que achou de tão bom...
Qual é o gosto? Que tempero tem?
Oh céus,
Isto é... água de privada!
Mas já que resiste...
e permanece segura desta vaidade.
ajoelhe-se e me trague até incendiar.
Mulher!
Leve meu dinhero embora,
Doidivanas!
Leve minha consciencia...
Amanhã estará ali.
Deitada em minha porta,
de cabelo sujo e batom borrado.
Irada!
Furiosa!
Amantes são assim:
Vendem-se por Wisky.
Doam-se por tesão!
Case-se enquanto batem os sinos,
antes que eu a perca do meu caminho.
E receio que será verdade desta vez.
Por: Emanuelle Rodrigues.
.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Tão sentado, alternativo e revolucionário!

Além do que gostaria.
Segui pela esquerda irado.
Ganhei um aperto de mão.
Conservei uma vela acessa.
Naquela tarde me peguei feliz!
Mas somente naquela.
Certas vezes sou tão eu que...
esqueço a naturalidade do personagem.
Roteiros simples embrulham a vida.
Pois, o que me agrada são as bandeiras.
Que falhem todos os rituais!
Abaixem as armas e ergam-se os vestidos!
O que me assusta não vêm de fora.
Vêm de dentro.
Dentro da garganta,
aqui alimento o "não dito".
Alguns chamam de cuspe.
Eu chamo de perdão.
Vestido ou nu.
por vaidade
ou desprotegido,
abominei aos céus.
Errei! Confesso: Errei feio!
Hoje menos idiota e nem tão bebado,
Apaguei todas as luzes.
Em meio ao silêncio...
a criatividade surtou!
Deu vontade de não ser ninguém,
Cansei de passear.
Pois quando a luz da vela cessar.
Sem dúvidas estarei aqui:
Tão sentado, alternativo e revolucionário.
Oh raios , que vida de cinzeiro!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Chuva ácida

Tenho mapas nas mãos.
mas nunca o destino.

Confronto todas as platéias
de olhos abertos.

Furia é vício!
Sempre traz risadas.
Corrupção que vêm da lingua.
Lingua indiscreta,
depois do beijo.
Suspeito do papel, do bilhete
do comum.
Ódio não é crime!
é menos sujo que intolerancia.
Na superficie da alma,
tenho chagas.
Termino o dia exausto.
Afio no rosto
as facas.
Ganho tapas, marcas e magoas.
Coleciono facas.
Após a violência desfruto do talento.
Tenho mapas nas mãos
mas nunca o destino.

Ainda não descobri o que busco.
Tampouco pertenci a quem espero.

Por: Emanuelle Rodrigues

By Janis

"Tudo é sentimento... como sexo, só que mais abrangente. É uma mistura de amor, desejo e calor; aquela coisa em nossos corpos que todos nós sacamos... Quando estou cantando não penso. Só fico ali, com os olhos fechados, sentindo, me sentindo bem." - Entrevista a Hubert Saal do "Newsweek" (24 de fevereiro de 1969)

Janis Joplin

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Gentilezas formais

Buscavam razões emotivas e tolerantes para provar que não estavam felizes ali. História corriqueira você sabe como é. Beijos quando novos são bem vindos, fazem bem, ressuscitam sentimentos. Ora, os gritos e a sedução, não são arte. Nem bons. Todas essas explosões de egoísmo transformam os romances em histórias ruins e intragáveis.
Aproveitando a carona, eis a dor de cabeça, o caos junto à guerra de travesseiros. Desta vez eles vão empilhar tudo, e escapar dali antes que mudem de idéia.
Saber observar os pontos positivos, talvez seja um recurso saudável. Já a saudade? Para essa não inventaram remédio.
Cigarros acessos, esta é a ultima vez juntos. Cada um com seu vício. Existem momentos que homem e mulher enlouquecem de tanta dor. Entretanto, ninguém pensa em desistir. A porta está trancada, e ambos estão do lado de fora. João disfarça a cara amarrada. Enquanto Elaine usa uma roupa bem solta, para disfarçar os quilos que ganhou, e os chocolates que comeu.
Seria simples e digno, apertar as mãos e sair um para direita e outro pela esquerda. Planejaram esse reencontro a semana inteira. O adeus, ou até logo.
Essa é a cena, mais esperada. Ah... O beijo cinematográfico, à volta para casa. Os filhos mais velhos, e a existência de um casal naquela sala, que acreditou em paixão.... Novelas. São boas distrações aos esquecidos. Ligue-me quando acreditar que te necessito, cansei de trocar gentilezas formais.


Por: Emanuelle Rodrigues


http://colectivofeminista.blogspot.com/

Lisboa- Portugal.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

O futuro vem a galope.

Jack é de longe. Está a muitos quilômetros dos beijos malditos. Ele vem galopando, e seu semblante lembra qualquer assassino. Posso me enganar, mas não acredito em nenhuma revolta. Cidade Azul é pacata demais para cenas picantes.
Alguns homens preferem manter seus filhos em casa. Pois lhe parece prudente apresentar-lhes o mundo através da televisão.
Corram paras montanhas, ou tranquem suas janelas! Jack se aproxima e não brinca em serviço. Aceite qualquer verdade, menos aquela que irá destruir suas convicções. Neste instante, outras novidades estão invadindo as caixas de e-mail.


Por: Emanuelle Rodrigues

Dez anos se passaram

As goteiras demonstram a vulnerabilidade da casa perfeita. Paredes, tijolos, e constantes lembranças. Tudo virá abaixo, quando aquecermos os corações com a esperança do novo.
Basta atravessar a rua, e não ter medo do que será encontrado ali do outro lado. Por favor, não me perca de vista. Espero você em frente ao portão.


Por: Emanuelle Rodrigues

Existe maior tédio, que passar as tardes bebendo água mineral na janela da mesma vizinhança?

Por: Emanuelle Rodrigues

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Os pais de Julia

Chega de crimes! Julia precisa de meias novas.
Determinada ela é. Deve aprender nossa língua em algumas semanas. De fato, não há nada que nos faça entende-la. Mas não encontramos motivos para mandá-la embora.
Durante as tardes ela baila, e quando chega à noite contagia a todos com sua existência. Temo não saber dizer não. Temo por mim, e por você. Bem sei que as regras estão à mesa, e já me servi várias vezes da liberdade.
Daqui alguns anos, os sapatos estarão pequenos. Assim como o vestido deixará de ser atraente. O rádio não tocará canções do seu gosto. Porém não seremos inimigas. Seguiremos dependentes das circunstancias.
Conselhos? Talvez ela ouça. Talvez os guarde. Não sei quando tudo isso irá acabar. Mas espero que ela nos ame. Pelo que somos, e cremos. Ainda que não concorde com nosso modo de vida. Julia será mais alguém no mundo. Vulnerável as armadilhas, e muito feroz quando necessário.
Levante-se e vá. Essa menina precisa de meias novas. Determinada ela é. Vai aprender a confiar em nós. Não somos normais, apenas dois jovens que ainda não aprenderam a ser: os pais de Julia.


Por: Emanuelle Rodrigues

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Reticências

Desisto das palavras. Domingo vou beijar alguém de verdade. Quinze minutos serei interessante, e no fim da noite um vampiro alcolizado. Será aquela conversa a luz de velas, entretenimento, música e reticências.
Você sabe como é. Beijos são sempre bons e aguçam todos o sentidos. Mas nada tão clássico quanto as sólidas e dolosas ausências. Elas rendem versos, compõe canções e tornam Shakespeare imortal.

Por: Emanuelle Rodrigues