Por: Emanuelle Rodrigues
Eu prometi a ela que aquele era o meu ultimo cigarro! Deixei de lado as minhas carências. E busquei naqueles braços todo amor que as noites me ofereciam. Entendi que nem tudo na vida é festa, e por um bom tempo molhei com meu pranto suas roupas limpas. E isso era bom!
Mas Juliana era mulher de cabeça feita, e com o tempo aprendeu criticar os meus erros, principalmente o de não usar gravata.
Rapidamente as noites surrupiaram o seu sorriso. E em questão de meses a bela estava comigo e por mim, chorando mergulhada nos desvaneios daquela "pândega".
Nunca entendi como alguém pode gerar tanta armargura naquilo que era tão simples e tímido. Nosso amor era como uma margarida, sem muita pompa e perfume . E isso o fazia ser melhor que os prazeres, imprudências que nunca abrimos mão. Ora, eramos dois insensatos personagens literários. Eu um Dom Quixote, e você uma versão mais meiga de Joana D' Arc.
Hoje... o presente mórbido e real arrebenta nossos laços. Juliana me aconselhou, e como de prache eu não a escutei. Achei que a saudade faria bem a dois corações instáveis. Entretanto nem só de coração é feito o amor. É feito de toque, é feito de confiança, é feito de tudo menos distância que nos transformou em o que somos agora: independentes. Sem o vêneno da sedução e as pílulas de rebeldia.
Oh! Minha bela, e isso é muito ruim! Porque voltei a fumar, e entreguei a rua essa cruel decadência. Hoje caminho só e minhas roupas estão todas sujas. Enquanto você vive a toa, desfilando pelas madrugadas literárias de outro maníaco apaixonado. Porém mais sensato que eu, porque ele ainda têm você!
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Madrugadas literárias
Postado por Emanuelle Rodrigues às 07:45
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