Por: Emanuelle Rodrigues.
Aquele olhar persuadiu meu ego então censurado! E dali por diante, nasceu aquela vontade louca de fugir. Acreditei que poderia encontrar dois caminhos, mas nenhum caminho me norteou ao destino certo. Hoje você aparece linda, em qualquer concerto por ai a fora. Amanhã me desconserta e deixo de fazer novas canções de protesto, para um dia ser digno de ser chamado pelo nome.
Mas tudo bem baby! Estou fora, estou banido! Estou a sete mil léguas dos seus pés. Estou a sete mil léguas de qualquer civilização honesta. E isso não me incomoda nem um pouco. Sou bruto demais para jantares em família. Sou certo demais para formar uma nova quadrilha. Sou esperto demais para acreditar em você, e certas vezes torno-me inutil quando você não liga para minhas meninices.
É... se continuassemos assim seriamos a fase mais intrigante da lua. E se ao menos tentassemos sair daqui, seriamos o sol de alguns daqueles humanos que encontramos ali na rua. Não estariamos favorecidos. Nem de todo censurados.
Ás vezes você me pergunta o que encontrei do lado de lá. Mas é pior quando você não me pergunta nada. Prefiro correr até lá e trazer ajuda, do que ser incitado a me calar. Não digo que não tenho medo, de sorte que demoro a desistir. Pareço piedoso, pareço jornalista, pareço um monte de seres ilustres , mas acabo como todos os outros, com a cortina fechada e os tomates amassados em minha cara. Essa é atransfiguração do bobo da corte, essa é a resenha de um homem sem gracinhas a contar. Esse é o final trágico do novo escravo do rei, que não ri pela ausência do motivo. Aquele olhar persuadiu meu ego então censurado, mas seria melhor se eu não estivesse prestes a ser enforcado. De fato é uma pena! Morte pelo rei, risos para o rei e pranto junto ao rei.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Morte pelo rei, risos para o rei e pranto junto ao rei
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