Por: Emanuelle Rodrigues
Ela está acima do que poderia alcançar. Ela está abaixo da ilusão, mas acima do que considero fantasia. Mas ela anda por lá, vagando com outras dezenas de realizações. Alias sonhos de realizações. Se é que tenho algum sonho a realizar nesses dez minutos que me restaram para almejá-la.
Mas o nome dela eu poderia saber, o nome de alguém que eu pudesse lamentar. Lamentar por não ter, lamentar por desejar. Não me conformo em chamá-la por ela. Mas insisto que ela em algum lugar deve brilhar.
Deve ser simpática. Ou talvez se mantenha recatada. Pode ter 24 anos, ou apenas estar na crise dos 30. Talvez ela fale alemão, e quem sabe até acredite em duendes. Bonito seria se olhasse para o horizonte, e magnífico se cuidasse de mim enquanto agonizo minha insatisfação.
E para ela eu declararia minhas emoções, ou esses sentimentos instantâneos que nascem todo final de semana quando me sinto vazio. E por ela não poderia ser diferente, por ela eu até voltaria a tocar violão. Cortaria os cabelos, ou deixaria crescer a barba. Mas ainda não desacreditei, mesmo que eu não a alcance, o que me acalma é saber que ela está em algum lugar. Longe ou perto, um dia deixara de ser ela e a minha poesia terá finalmente um nome: o dela.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Por ela e para ela
Postado por Emanuelle Rodrigues às 09:19
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