Por Emanuelle Rodrigues
Uma fotografia.
Duas, três horas longe de você,
e lá vem o coração me incomodar novamente!
Talvez por isso fujo.
Vivo fugindo porque sou covarde!
Navego para esquecer a mágoa;
Navego para encontar um tesouro;
Navego para nunca olhar nos teus olhos.
Mas eles sempre estão em todos os meus sonhos e pesadelos
é lá que você se escondeu.
Lembra?
Quando você era um desconhecido?
Lembra?
quando não tinhamos nada a perder?
Lembra ao menos de alguma coisa?
Ou já enterrou nossos planos?
Uma noite de calor, duas velas acesas;
cinco ou seis amigos,
sorrisos, e todo aquele medo de tocar um ao outro?
Hoje tenho pessoas a minha volta.
Hoje tenho colegas a minha volta.
Hoje tenho amigos e amantes...
Mas não tenho desconhecidos....
Nem você meu ilustre estranho.
Não tenho nada mais a desabafar!
Por isso fujo.
Por isso navego.
Por isso escrevo.
Por isso morro, mas não esqueço de você!
Amigo estranho, ou ilustre desconhecido.
Obrigada pela foto!
Obrigada por ir embora!
Não temos uma canção, mas ganhamos um poema.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Desconhecido
Postado por Emanuelle Rodrigues às 09:07
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2 comentários:
Nossa, ficou muito, muito bom
legal!
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