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segunda-feira, 26 de novembro de 2007

De volta ao Armário


Toc, toc. Plif e plaf! Alguém está batendo. Talvez seja o homem do armário, desfrutando da eterna escuridão. A solidão e a incerteza fazem de Auleri um “cara” esquisito. Este é o nome que carrega um sujeito mal encarado que se esconde em meu guarda-roupas.
Excêntrico como só ele. Todas as noites nosso amigo peludo, extrapola o limite da bagunça, e é no quarto de brinquedos que reencontra os amigos. As fadas, os duendes e as Barbies Hippongas que trazem mais colorido à vida de um ser das trevas.
A relva está a caminho, mas até o raiar do sol, surgirão novas histórias, e belas garotas para trocar beijos e experiências do passado. Ainda que seu destino tenha encerrado percurso no fim da década de 70.
Época boa, guerras literárias, fervorosas mulheres, liberdade e novos contraceptivos. As luzes não impediam aquela revolta, naquele tempo em que a rebeldia realmente acontecia.
À noite sempre vêm e cessa os gritos e as paixões fulminantes. Auleri sempre relembra a era dos cabelos longos e “panos” incandescentes, década que lhe arrancou boa parte da energia. Hoje o monstro tornou-se mais um depressivo, sem percepções de terror.
A ousadia de ontem até poderia estar viva. Porém não suficiente para levar Auleri de volta ao combate. Depois da chegada dos cabelos brancos, o meu monstro quer somente torrar sua grana e beijar mulheres de borracha. Toc, toc. Plif, plaf... que sabe ele seja feliz assim. Portanto deixem o bem longe, enquanto eu não penso como ele.

Por: Emanuelle Rodrigues

domingo, 18 de novembro de 2007

Foragida e acima de qualquer limite de velocidade

Por: Emanuelle Rodrigues.



Foragida e acima de qualquer limite de velocidade



Sinopse: Helena é uma personagem que representa em poucas linhas a mudança do comportamento da mulher ao longo do tempo. Depois de anos de descriminação e sujeição ao homem. Essa nova mulher pede alforria. Cansada da intolerância machista, onde esta é vista somente como reprodutora e “cuidadora” do lar. As linhas fazem referencia a um homem “real” (machista, beberrão e devasso). Em vários momentos a trama mostra o descontentamento de uma mulher que vive há tempos a servir o homem. Helena é colocada como uma garçonete aborrecida pelo comportamento brutal de alguns clientes do bar onde trabalhava. A jovem acaba fugindo daquele destino de restrições e descriminação.
Depois se torna rebelde, e por fim independente como sempre sonhou. Assim representando a independência da mulher na sociedade, continuando bela e sedutora.

Roteiro: Helena é uma garçonete, que parece estar a anos servindo sempre os mesmos bêbados, que insistem em desrespeitá-la. Contudo, desperta e resolve posicionar-se de maneira diferente. Foge do bar onde trabalha e começa a aprender a ser independente. “Helena cansou de lavar pratos e servir conhaque.”
Essa mulher enfrenta muitos obstáculos, e vive de maneira desafiadora, sempre fugindo da futilidade e conquistando seu lugar ao sol: “Glória, status, e maquiagem. São elementos que saciam as tolas, as velhas, mas nunca as teimosas.”.
No texto, o asfalto representa o tempo, a passagem das décadas: “Cabelos ao vento, salto enfeitando o asfalto.”
Enquanto a alta velocidade: a rapidez da mudança no comportamento feminino. “Assustada, a moleca decorre o trecho em alta velocidade.”
A separação (antes um tabu), o desapego a beleza e a estética, e a desvalorização dos valores religiosos também são ressaltados.
“Mesmo que traumatizada pelos ex-maridos. Ela sabe lidar bem com suas dúvidas, busca ajuda nos livros, e jamais na manicura”.
“Para Helen a castidade é fundamentalismo religioso. Muito para alguém que sempre dormia nas missas.”
O texto em geral trata da mulher contemporânea que tem vergonha do passado e hoje luta pelos seus direito, e cada vez mais vem se destacando na atualidade. “Essa mulher é segura, prefere esquecer o passado. Agora suas convicções estão em primeiro plano.”.


Foragida e acima de qualquer limite de velocidade



Mercenária, atrevida e vazia. Helena cansou de lavar pratos e servir conhaque. Ela é a “mulher”. Entra nas lojas e não compra. Cabelos ao vento, salto enfeitando o asfalto. Quem não conhece a sua perigosa astúcia? Assustada, a moleca decorre o trecho em alta velocidade.
O principio de sua fúria, aconteceu em um salão de bebedices na Terra de Lugar Nenhum. Enquanto a moça servia as mesas, os piratas abusavam de sua feminilidade. Gordos, barbudos e fraudulentos, irritaram a pureza e Helena acabou fugindo daquela bagunça.
Hoje a bela está com o coração a quilômetros das mesmices. Mulheres cansam de ser pequenas garotas. Para Helen a castidade é fundamentalismo religioso. Muito para alguém que sempre dormia nas missas.
Glória, status, e maquiagem. São elementos que saciam as tolas, as velhas, mas nunca as teimosas. Rosa não é sua cor preferida, pois ainda existem as que não precisam de muito para estar sedutoras.
Helena não carrega bolsa. Facilmente revela seus segredos e faz amigos com freqüência. Mesmo que traumatizada pelos ex-maridos. Ela sabe lidar bem com suas dúvidas, busca ajuda nos livros, e jamais na manicura.
Há alguns anos, Helena tornou-se mãe. O que não foi obstáculo para fazer amigos virtuais, e por incrível que pareça continuar ligando para as colegas e não tem inveja destas.
Essa mulher é segura, prefere esquecer o passado. Agora suas convicções estão em primeiro plano. Mercenária, atrevida e vazia. Helena cansou de lavar pratos e servir conhaque. Desfila sem medo pela estrada, foragida e acima de qualquer limite de velocidade.


Por: Emanuelle Rodrigues 18/11/07




Menina Linda
Tequila Baby
Composição: Versão: Renato e Seus BlueCaps / Música de Lennon e McCartney




Ah! Deixe essa boneca faça-me o favordeixe isso tudo e vem brincar de amor, de amor, de amorOh meu bem, lembre-se que existe por aí alguémQue tão sozinho vive sem ninguém, sem ninguémMenina linda eu te adoro ahhhhhMenina pura como flor ahhhhhSua boneca vai quebrar haaahhaaaaMas viverá o nosso amor






Pergaminhos exclusivos



Inspiração é mortífera. Parece céu nublado, infestado de ficções resultantes da solidão. Dimas vai se embebedar, e logo surgirão os vestígios da extravagância. A velocidade é alta, e as malas importunam o lombo. É o dilema de forasteiro, é a incógnita do indiscreto.
Novos ares renovam as aptidões. Reputações manchadas e novas queixas, é tudo que ele quer, é tudo que Dimas precisa. Guerras, prostíbulos, vísceras, maldade fazem a sua variedade, glorificam novas pautas, e geram linhas excelentes. Diários sangrentos são puros, não disseminam inverdades, nem ocultam celulites. Correspondem a curiosidade desumana, e a ausência de humanidade.
Dimas tende a objetividade, constrói páginas esdrúxulas. Mas tarefa difícil é ser original, Pergaminhos exclusivos só funcionam com feiticeiros.

Por :Emanuelle Rodrigues

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Sujeição a queima-roupa



Ana é passiva e recriminada. Sem desígnios, necessidades ou intenções. A pupila deve dar créditos a Deus e suas premunições. Mesmo que o efeito seja o mesmo, e todos os natais sejam catastróficos.
Opiniões, malas e gritos são algumas constantes, hereditárias. O predomínio dos intuitos é substituído pelo fundamentalismo masculino maquiavélico.
Munições, retórica, e estimulantes perseguem a puberdade. Norteada pelas estrelas, Ana é abreviada como todas e, todavia realiza pecados habilitados a estrangulamento.
Esqueçam a meninice, prossigam o terrorismo. Defina-na como sereia da libertinagem. É sedutora por si só. Vestida ou sem panos. Ela espera que queimem seu corpo herege e mitológico, até o meio dia. Hoje o fato já está consumado.
No dia de sua passagem, segurava a esperança congelada. Astúcia, amparo e violência não apagaram os rabiscos na índole religiosa. Agora se mostram remotos os consentimentos. Encerraram-se todas as gerações, despotimo moderno é a fuga da reflexão. Em vista disso que as pupilas esfregam o chão, e são felizes dentro do casamento. Sujeição a queima-roupa.

Por: Emanuelle Rodrigues

Ai, Que Saudade Da Amélia
Demônios da Garoa
Nunca vi fazer tanta exigênciaNem fazer o que você me fazVocê não sabe o que é consciênciaNão vê que eu sou um pobre rapazVocê só pensa em luxo e riqueza.
Tudo que você vê você querAi, meu deus que saudades da AméliaAquilo sim, é que era mulher. Às vezes passava fome ao meu ladoE achava bonito não ter o que comerE quando me via contrariadoDizia \"Meu Filho, que se há de fazer ?\"Amélia não tinha a menor vaidadeAmélia que era mulher de verdade


domingo, 11 de novembro de 2007

Perversa consciência literária


Sabem aqueles dias, que o progresso é confuso, e as mudanças trazem uma nuvem de nostalgias? A presença de maldade acalma minha abstinência. Essa gaiola de segredos me faz sentir o que os outros buscam nas alturas.
Declarar tristeza render-se a saudade, é muito previsível para nós que vivemos sedados. Tocar violão, compor estrofes de amor, é inusitado, quando se é brutal por inexperiência. Ser inexperiente não é problema quando se ama. O problema é não saber amar, e ter vivido muito.
Até gostaria de degustar uma pitada dessa confiança. Ainda que meus intestinos estejam tão pervertidos ao ordinário partido habitual. Em vista disso, roubei as chaves do calabouço. Tenho certeza que logo à tarde, vamos magoar as regras deixando transparecer as vergonhas ocultas, se é que elas sobreviveram ao holocausto, proporcionado pelo álcool.
Overdose injuria difamação, somos nós mesmos. Comportando-se como antiquados pretensiosos. Porque já entendemos que felicidade pode ser nociva. Ou existe veneno mais cego, que reconhecer a distância de quem não aprendemos amar?
Agora me traga o violão. Estou parindo novas queixas; As aflições prosperam o entusiasmo. Posso parecer triste, mas é só idealismo. Perversa é a consciência literária.


Emanuelle Rodrigues

Obs.: O que vocês esperam de mim? É como um câncer. Não depende de amigos ou quadrinhos, estou acabando em lágrimas. Não consigo deter a sensação de perda. Preciso fazer algo. Preciso e não faço.
Por: Emanuelle Rodrigues

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Novas páginas de personagens inexperientes

Kablum, bum, bum! Chuá e chuá! Vem a chuva, feito frevo, espantando a passarada. São centenas de desavenças, destruindo a harmonia. De onde surgem as picuinhas?
Surgem do tédio e da enxurrada. Violentíssima enxurrada que leva embora nossa infância. É tempo de não viver o tempo. Retrocedendo, e vivendo para não correr o risco de perder tempo, acreditando na velha crença.
Kablum, bum, bum, suspiros e beijos frescos. O tempo é chuvoso, porem o filme é antigo. Penas e plumas, aqui está à estação dos gostos a contragosto. Mutilação involuntária, benignidade e fracasso imediato.
Kablum bum, bum. Risadas chorosas, constantes restrições. Quem foi que disse que é pecado buscar novos rumos, em outras certezas? Visitando a alegria chegou a dúvida para movimentar aquela festa pobre.
Kablum, bum, bum. Apatia em larga escala. É rotineira a convivência imposta. Elevou-se muito à carência, e junto com ela vieram às rixas, os combates, e as disputas.
Bem, foi o principio do declínio. Eram excessivas permissões em dias de sol. Entretanto, hoje à noite ninguém vai abaixar a cabeça. Novas páginas de personagens inexperientes

Por: Emanuelle Rodrigues



Ainda é Cedo
Marina Lima

Uma menina me ensinou Quase tudo o que eu sei Era quase escravidão Ela me tratava como um Rei Ela fazia muitos planos Eu só queria estar ali Sempre ao lado dela Eu não tinha aonde ir Mas egoista que eu sou Me esqueci de ajudar A ela como ela me ajudou Ela também estava perdida E por isso se agarrava a mim também E eu me agarrava a ela Porque eu não tinha mais ninguém E eu dizia: Ainda é cedo, cedo, cedo, cedo Sei que ela terminou o que eu não comecei E o que ela descobriu Eu aprendi, também, já sei Ela falou: Você tem medo Falamos o que não devia Ela falou: Mas eu não sei mais o que eu sinto por você Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê Cedo, cedo, cedo, E eu dizia ainda é cedo, cedo, cedo.


quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Aprecie com moderação

Os ratos mortíferos invadem os carrinhos de mercado. Prestigiam as padarias, divulgando-se todo mês a você. Usam roupas invejadas, surrupiam ternos alinhados, e não encontram nos livros a receita para os próprios abismos.
Eis aqui o queijo de engorda, que aduba a propaganda. Patrão que explora, é feliz. Empregado que trabalha é feliz também. Banco que fatura é bom empreendimento. Banco que empresta, é amigo do peito.
Roer carniça é função de proletário, por ora extinto, forjado, e que Deus o tenha. Mantendo toda peste bubônica bem longe de nossas geladeiras, mesmo que contaminem nossos sentidos, e provoquem sensações desconhecidas.
A oferta seduz a presa, cativa do consumo, voluntário e involuntário, de certas quinquilharias fabricadas por tutores do bem e do mal. Ou bem do mau. Chamados fabricantes de cultura. Portanto fiquem atentos, estas linhas ambíguas podem provocar o efeito subtexto. Deguste-as lentamente, e aprecie com moderação.


Por: Emanuelle Rodrigues

http://br.youtube.com/watch?v=rQLdDEqwPyU
http://br.youtube.com/watch?v=m7MXfpg8S4k
http://br.youtube.com/watch?v=RLh8PotzMd8



Rede Globo fez recentemente uma matéria sobre as Raves, e exibiu no Fantástico algumas cenas, onde se mostrou o lado negro da psicodélica. Não vou contestar esse assunto cada um tem uma opinião.
Entretanto a confiável Rede de telecomunicações é favorável aos rodeios (onde animais são explorados cruelmente como no vídeo acima), e ainda acreditam ter alguma credibilidade para exibir matérias contestatórias? Onde está o lado negro dos Rodeios? E quanto ao funk?
http://br.youtube.com/watch?v=I0sD--zVGVc
Nessa mesma novela, produzida pela Central Globo de Produções, se apoiou a difusão do baile funk carioca (atual cassino de traficantes, e bordel de jovens suburbanas).
http://br.youtube.com/watch?v=OETF0t-TqFc Inclusive exibem no horário nobre, cenas de uma “suposta” favela dos sonhos onde não há trafico de entorpecentes, o comandante e salvador da pátria é um homem branco representado por Antonio Fagundes. Aqui não acontece tiroteio, tampouco chacinas. Essa é a comunicação que invade suas casas diariamente.
GLOBO E VOCÊ TUDO HAVER!

PENSE NISSO!

http://br.youtube.com/watch?v=gGywbLBAS4c
http://br.youtube.com/watch?v=F7x_8ZsOqvM
http://br.youtube.com/watch?v=yh6fbAJyZgY
http://br.youtube.com/watch?v=_H2SKd9c9Xw
http://br.youtube.com/watch?v=RLh8PotzMd8
http://br.youtube.com/watch?v=ikqnbsOdDBI

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Linguarudo, mutante, profano.

Cabisbaixo, compenetrado em teoremas banais, perco o verbo e a rima fácil. Hoje serei mais esquizofrênico que nunca. Estou cansado!
Mendigo, desprezado, batizado, e sem caráter. Vivo uma epístola bíblica dramática, quando sou infiel aos princípios que desconheço. O
u finjo não saber.
De hora em hora, sobrevôo a vizinhança com olhares; e “credo cruz” com é laxativo ser mutante em meio a seres humanos.
Nu até deixo de estar nobre. Mas porque continuam nobres os homens que arrancam minhas roupas humildes?

Estas são respostas contundentes que não espero até o fim da noite. Na verdade nem as espero.

Fim de jogo! Chega de dramaturgia. Estou cansado e amanhã vou cedo à missa. Vou me empanturrar de hóstia e profanar a sacristia. Pobres estátuas sem verbo...

O que podiam esperar de algum linguarudo, mutante, profano?

Por: Emanuelle Rodrigues

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Mulher de pirata não é papagaio

Realidade picante, tolice depravada! Meus sutiãs foram à esquina, e minha alforria pegou a estrada. Fiquei triste, solitária e vazia. Murmurando a existência e o bigode daquele patriarca beberrão, dono das ambiciosas rebeldias.
Contudo nem sempre estive branda. Belos tempos eram os beijos em Romeu, pai dos desejos. Fui até vítima das delicias, loucuras: porque era doce essa sobremesa. Menino deus, inexperiente, afoito, provocante e de olhar celeste. Levou consigo coisas boas, e ótimas tardes de primavera mesmo que fosse pitoresca nossa revolta.
Só por hoje permanecerei caseira, pelos menos até o próximo semestre, honrando a constituição das “calças”. Naturalmente serei mulher, comum e mal amada. Só por mais um instante. Mulher de pirata não é papagaio

Emanuelle Rodrigues

domingo, 4 de novembro de 2007

A saga


Belo e velho mundo, risadas e lápides destruídas. Todos serão um, a bordo do submarino das cobiças. Quem sou eu? Que espécie de canalha é você? Nossas idolatrias são vãs, mas o vocabulário é paupérrimo.
Indisciplinados marinheiros, e bastante descarados. Os querubins rezam o terço e aplaudem os homens mortos. Ainda que a morte seja um privilégio dos infiéis.
A dialética anda como cúmplice, podendo ser mais intima que a cerveja. Basta tratá-la como serviçal, e honrá-la como baronesa.
Faça pactos hoje mesmo. Abra a geladeira embriague-se de rum. Entretanto, tome cuidado! Não perca a linha na casa de estranhos. Ou estará condenado a “tubaina” de cada dia.
Bela ressaca, que instiga o assassinato dos limites. Pelo menos as lombadas permanecem paradas, e não estragam nenhum ritmo. Isso porque o trânsito é a deficiência da democracia. Enquanto a democracia é a armadura da insignificância.
Hierarquia ou insubmissão? Estávamos bebendo sangue. Desde antes, engolíamos esse exorcismo pré-estabelecido. Felizes vamos todos brindar as bodas do pelourinho, no leito de morte da classe média.
Futuro bom, desenvolvimento a toda prova. Ora, ninguém sobrevive do luxo sem gerar mediocridade. Portanto, agradeçamos ao mundo. Belo e velho, que nos trouxe até aqui. É inacreditável ser tão livre assim. Prazer maior, somente nos comprimidos. Porque o cavalgar é ardiloso, e o cabresto muito mais incisivo.

Emanuelle Rodrigues





sábado, 3 de novembro de 2007

Romances quentes e mulheres gélidas

Romances quentes e mulheres gélidas

Dezenas de labaredas e várias paixões esquecidas.
O novo tempo nem permite as jovens realizações e posses. Elas precisam ser amáveis e desinibidas. Mesmo que o wisky do litro vá esvaindo-se, junto a abundancia da lua.
É segunda-feira, tudo deveria acontecer. Mas nunca nada acontece, ainda que seja apenas madrugada de domingo.
Os corpos se unem, as resistências caem por terra. Contudo insuficientes para alegrar, quem não quer companhias passageiras, e vive a espera de um telefonema.
Cedo ou tarde, a freqüência das horas, não faz diferença. Traidoras essas horas doidas fazem aumentar a maldita melancolia. Acontece todo dia, e acontece quase sempre. Os sonhos femininos nunca são gélidos. Mesmo que a formalidade una boas meninas aos ferrenhos adversários.
Os tombos hoje iguais, desautorizam a reprise futura . A queda é livre, basta amar e senti-la. Bem se sabe que a expectativa é sempre boa. Porém nem sempre a atualidade é cinematográfica. A situação é critica e instável.
Quer romance? Velas, sensualidade e unhas compridas? Pois bem então siga a risca o conselho de amiga. Hoje mesmo compre um livro, abandone o prazer e os cabeludos, e jamais se comporte como uma poetiza, aprenda a mentir.

Emanuelle Rodrigues

" Preciso tanto aproveitar você, beijar teus olhos... olhar tua boca. Ouvir palavras de um futuro bom..." J.Q.- Palavras de um futuro bom.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Joga as tranças Rapunzel? Joga as tranças?



Joga as tranças Rapunzel? Joga as tranças?

Indigna terra, de várias rosas e inúmeros espinhos. Arrebatas pela fúria da multidão e suas rezas. O ardor parece tão distante quanto o beijo, a língua e o sarcófago. Afugentam-se todos da palidez incompreensível. A vida é cheia de cruzes, e através delas descobre-se o significado dos astros.
Pela tarde, ao lado do meio-fio, são avistadas as meninas. Elas balançam as tranças felizes, enquanto estão intimidadas pelas rodas e cirandas. Logo, o poder as ensina a persuasão das cédulas, e elas? Essas continuam humanas, balançando tudo, menos as tranças.
A meia noite, os rugidos dos abnegados, os faróis e os vidros fechados, manipulam as moedas, e trazem as chagas. Mas as chagas sempre são curadas pela influencia das moedas, enquanto a escuridão é soberana. Reinam ás nádegas, as velas e o sapato alto.
Entretanto a alvorada vem serena, e vem sempre. É dia desde cedo nas calçadas. Maquiavélicas as sagazes damas, derramam perfume francês sobre os pêlos e voltam exalar o mesmo balsamo, da inocência.
Mulheres são infalíveis quando consomem maquiagens e sabem balançar as tranças, vivem dez anos longe da penúria, e mil na ignorância. Joga as tranças Rapunzel? Joga as tranças?


Emanuelle Rodrigues