Excêntrico como só ele. Todas as noites nosso amigo peludo, extrapola o limite da bagunça, e é no quarto de brinquedos que reencontra os amigos. As fadas, os duendes e as Barbies Hippongas que trazem mais colorido à vida de um ser das trevas.
A relva está a caminho, mas até o raiar do sol, surgirão novas histórias, e belas garotas para trocar beijos e experiências do passado. Ainda que seu destino tenha encerrado percurso no fim da década de 70.
Época boa, guerras literárias, fervorosas mulheres, liberdade e novos contraceptivos. As luzes não impediam aquela revolta, naquele tempo em que a rebeldia realmente acontecia.
À noite sempre vêm e cessa os gritos e as paixões fulminantes. Auleri sempre relembra a era dos cabelos longos e “panos” incandescentes, década que lhe arrancou boa parte da energia. Hoje o monstro tornou-se mais um depressivo, sem percepções de terror.
A ousadia de ontem até poderia estar viva. Porém não suficiente para levar Auleri de volta ao combate. Depois da chegada dos cabelos brancos, o meu monstro quer somente torrar sua grana e beijar mulheres de borracha. Toc, toc. Plif, plaf... que sabe ele seja feliz assim. Portanto deixem o bem longe, enquanto eu não penso como ele.
Por: Emanuelle Rodrigues














