
Belo e velho mundo, risadas e lápides destruídas. Todos serão um, a bordo do submarino das cobiças. Quem sou eu? Que espécie de canalha é você? Nossas idolatrias são vãs, mas o vocabulário é paupérrimo.
Indisciplinados marinheiros, e bastante descarados. Os querubins rezam o terço e aplaudem os homens mortos. Ainda que a morte seja um privilégio dos infiéis.
A dialética anda como cúmplice, podendo ser mais intima que a cerveja. Basta tratá-la como serviçal, e honrá-la como baronesa.
Faça pactos hoje mesmo. Abra a geladeira embriague-se de rum. Entretanto, tome cuidado! Não perca a linha na casa de estranhos. Ou estará condenado a “tubaina” de cada dia.
Bela ressaca, que instiga o assassinato dos limites. Pelo menos as lombadas permanecem paradas, e não estragam nenhum ritmo. Isso porque o trânsito é a deficiência da democracia. Enquanto a democracia é a armadura da insignificância.
Hierarquia ou insubmissão? Estávamos bebendo sangue. Desde antes, engolíamos esse exorcismo pré-estabelecido. Felizes vamos todos brindar as bodas do pelourinho, no leito de morte da classe média.
Futuro bom, desenvolvimento a toda prova. Ora, ninguém sobrevive do luxo sem gerar mediocridade. Portanto, agradeçamos ao mundo. Belo e velho, que nos trouxe até aqui. É inacreditável ser tão livre assim. Prazer maior, somente nos comprimidos. Porque o cavalgar é ardiloso, e o cabresto muito mais incisivo.
Emanuelle Rodrigues

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