Cabisbaixo, compenetrado em teoremas banais, perco o verbo e a rima fácil. Hoje serei mais esquizofrênico que nunca. Estou cansado!
Mendigo, desprezado, batizado, e sem caráter. Vivo uma epístola bíblica dramática, quando sou infiel aos princípios que desconheço. Ou finjo não saber.
De hora em hora, sobrevôo a vizinhança com olhares; e “credo cruz” com é laxativo ser mutante em meio a seres humanos.
Nu até deixo de estar nobre. Mas porque continuam nobres os homens que arrancam minhas roupas humildes?
Estas são respostas contundentes que não espero até o fim da noite. Na verdade nem as espero.
Fim de jogo! Chega de dramaturgia. Estou cansado e amanhã vou cedo à missa. Vou me empanturrar de hóstia e profanar a sacristia. Pobres estátuas sem verbo...
O que podiam esperar de algum linguarudo, mutante, profano?
Por: Emanuelle Rodrigues
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Linguarudo, mutante, profano.
Postado por Emanuelle Rodrigues às 17:57
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário