Realidade picante, tolice depravada! Meus sutiãs foram à esquina, e minha alforria pegou a estrada. Fiquei triste, solitária e vazia. Murmurando a existência e o bigode daquele patriarca beberrão, dono das ambiciosas rebeldias.
Contudo nem sempre estive branda. Belos tempos eram os beijos em Romeu, pai dos desejos. Fui até vítima das delicias, loucuras: porque era doce essa sobremesa. Menino deus, inexperiente, afoito, provocante e de olhar celeste. Levou consigo coisas boas, e ótimas tardes de primavera mesmo que fosse pitoresca nossa revolta.
Só por hoje permanecerei caseira, pelos menos até o próximo semestre, honrando a constituição das “calças”. Naturalmente serei mulher, comum e mal amada. Só por mais um instante. Mulher de pirata não é papagaio
Emanuelle Rodrigues
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Mulher de pirata não é papagaio
Postado por Emanuelle Rodrigues às 19:01
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