Buscavam razões emotivas e tolerantes para provar que não estavam felizes ali. História corriqueira você sabe como é. Beijos quando novos são bem vindos, fazem bem, ressuscitam sentimentos. Ora, os gritos e a sedução, não são arte. Nem bons. Todas essas explosões de egoísmo transformam os romances em histórias ruins e intragáveis.
Aproveitando a carona, eis a dor de cabeça, o caos junto à guerra de travesseiros. Desta vez eles vão empilhar tudo, e escapar dali antes que mudem de idéia.
Saber observar os pontos positivos, talvez seja um recurso saudável. Já a saudade? Para essa não inventaram remédio.
Cigarros acessos, esta é a ultima vez juntos. Cada um com seu vício. Existem momentos que homem e mulher enlouquecem de tanta dor. Entretanto, ninguém pensa em desistir. A porta está trancada, e ambos estão do lado de fora. João disfarça a cara amarrada. Enquanto Elaine usa uma roupa bem solta, para disfarçar os quilos que ganhou, e os chocolates que comeu.
Seria simples e digno, apertar as mãos e sair um para direita e outro pela esquerda. Planejaram esse reencontro a semana inteira. O adeus, ou até logo.
Essa é a cena, mais esperada. Ah... O beijo cinematográfico, à volta para casa. Os filhos mais velhos, e a existência de um casal naquela sala, que acreditou em paixão.... Novelas. São boas distrações aos esquecidos. Ligue-me quando acreditar que te necessito, cansei de trocar gentilezas formais.
Por: Emanuelle Rodrigues
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Gentilezas formais
Postado por Emanuelle Rodrigues às 07:55 1 comentários
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
O futuro vem a galope.
Jack é de longe. Está a muitos quilômetros dos beijos malditos. Ele vem galopando, e seu semblante lembra qualquer assassino. Posso me enganar, mas não acredito em nenhuma revolta. Cidade Azul é pacata demais para cenas picantes.
Alguns homens preferem manter seus filhos em casa. Pois lhe parece prudente apresentar-lhes o mundo através da televisão.
Corram paras montanhas, ou tranquem suas janelas! Jack se aproxima e não brinca em serviço. Aceite qualquer verdade, menos aquela que irá destruir suas convicções. Neste instante, outras novidades estão invadindo as caixas de e-mail.
Por: Emanuelle Rodrigues
Postado por Emanuelle Rodrigues às 11:18 0 comentários
Dez anos se passaram
As goteiras demonstram a vulnerabilidade da casa perfeita. Paredes, tijolos, e constantes lembranças. Tudo virá abaixo, quando aquecermos os corações com a esperança do novo.
Basta atravessar a rua, e não ter medo do que será encontrado ali do outro lado. Por favor, não me perca de vista. Espero você em frente ao portão.
Por: Emanuelle Rodrigues
Postado por Emanuelle Rodrigues às 10:36 0 comentários
Existe maior tédio, que passar as tardes bebendo água mineral na janela da mesma vizinhança?
Por: Emanuelle Rodrigues
Postado por Emanuelle Rodrigues às 10:33 0 comentários
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Os pais de Julia
Chega de crimes! Julia precisa de meias novas.
Determinada ela é. Deve aprender nossa língua em algumas semanas. De fato, não há nada que nos faça entende-la. Mas não encontramos motivos para mandá-la embora.
Durante as tardes ela baila, e quando chega à noite contagia a todos com sua existência. Temo não saber dizer não. Temo por mim, e por você. Bem sei que as regras estão à mesa, e já me servi várias vezes da liberdade.
Daqui alguns anos, os sapatos estarão pequenos. Assim como o vestido deixará de ser atraente. O rádio não tocará canções do seu gosto. Porém não seremos inimigas. Seguiremos dependentes das circunstancias.
Conselhos? Talvez ela ouça. Talvez os guarde. Não sei quando tudo isso irá acabar. Mas espero que ela nos ame. Pelo que somos, e cremos. Ainda que não concorde com nosso modo de vida. Julia será mais alguém no mundo. Vulnerável as armadilhas, e muito feroz quando necessário.
Levante-se e vá. Essa menina precisa de meias novas. Determinada ela é. Vai aprender a confiar em nós. Não somos normais, apenas dois jovens que ainda não aprenderam a ser: os pais de Julia.
Por: Emanuelle Rodrigues
Postado por Emanuelle Rodrigues às 09:26 0 comentários
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Reticências
Desisto das palavras. Domingo vou beijar alguém de verdade. Quinze minutos serei interessante, e no fim da noite um vampiro alcolizado. Será aquela conversa a luz de velas, entretenimento, música e reticências.
Você sabe como é. Beijos são sempre bons e aguçam todos o sentidos. Mas nada tão clássico quanto as sólidas e dolosas ausências. Elas rendem versos, compõe canções e tornam Shakespeare imortal.
Por: Emanuelle Rodrigues
Postado por Emanuelle Rodrigues às 12:48 0 comentários

