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segunda-feira, 24 de março de 2008

Jantar a luz de velas com Hannibal

Sempre rosno diante do lixo.
Lixo literário, lixo evasivo.
Lixo suburbano, lixo feudal.
A felicidade de outrem me embriaga
Embriaga-me o ego.
Confunde-me as vistas.
O meu bafo é comum.
O meu bafo é devasso.
Para dentro do sarcófago carrego um garfo.
Carnívoro sou eu!
Meu Codinome é urubu de cerca.
Os homens vivem.
O urubu observa.
O homem morre.
O urubu janta pela décima vez.
Falando em talheres, morte e embriaguez.
Ainda que eu não creia em nenhuma teoria
Não é por nada não, mas...
Meu colega de quarto está morto.
Não morto como meus tios e tias,
Que almoçam, trabalham e educam suas filhas em frente à Televisão.
Morto do verbo morrer!
Morto do provérbio popular “Bater as botas!”
O que mais me dói é que esse pobre diabo nem botas poderá bater.
Não as tinha!
É o resultado de sua vida um tanto festiva.
Junto com a inteligência, lá se foi à sanidade.
Depois da sanidade lá se foram às alpinistas.
Agora tudo o que ele tem, é um coleginha de quarto.
Triste? Nada!
Sinto apenas certo medo.
Mesmo porque todas as tragédias me trazem memórias.
As lembranças dos bailes,
As lembranças dos beijos.
As memórias de outros.
Porque eu não tenho memórias.
Eu não gargalho ao léu
Nunca fui a bailes.
Meus amigos, nada de autocrítica,
E menos criticas ainda a este que vos fala.
Tudo o que eu queria era presentear um conhecido.
E caso vocês não se lembrem, alguns poetas são falidos.
Agora quanto a Samuel...
Seu vocabulário era tão esdrúxulo, e suas bochechas tão rechonchudas,
Que conseguia irritar-me pelo simples fato de existir e ousar dialogar comigo.
Eu Poderia poupá-lo de sobreviver ao lado de um psicopata.
Poderia e deveria.
E antes que me olhem torto, assumo.
Samuel não foi meu amigo!
Samuel não foi meu confidente!
Samuel não foi um bom homem!
O que não impediu de ser um apetitoso almoço.
Agora por favor, Suzete, me passe o arroz...

Por: Emanuelle Rodrigues

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