Missão, ética ou gratidão?
Vendidos aos cegos do sistema, lançamos mão de uma postura ética. Nossas ideologias parecem vedetes, tão mercenárias quão desiludidas.
As questões político-partidárias funcionam melhor que os moderadores de apetite, elas quebram protocolos e inibam a fome por informações verdadeiras.
Ainda existem resquícios da comunicação, chamada de publicitária. Os outdoors estão no horário nobre, e a geração pós- televisão não arrisca discordar dos figurões da grande imprensa.
Seria herege apedrejar a mão amiga, da qual recebemos a esmola, e através dela compramos os auxílios e benefícios de cada dia. Não que a mídia deteste o homem. Tampouco o problema está nos olhos de quem lê a revista, ou seja, como faz.
Escravidão literária, é a causa que nos prende aos verbos e retira o foco das manifestações libertárias. Ora, enquanto os poetas e jornalistas descrevem a própria desgraça, e lamentam a morte de Luis Carlos Prestes. A publicidade dissemina retórica aristotélica e converte as massas a sua própria vontade.
Analisando os lados opostos, Ernesto era um bom companheiro. Rende milhões de aplausos nos blocos de esquerda, e boas vendas as grifes de camiseta.
Não é diferente com jornal. A busca por leitura é escassa. Quem sustenta os comunicadores são as verbas das colunas sociais. Portanto, alfinetar Marcos Valério não lhe parece hipocrisia?
Emanuelle Rodrigues
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Missão, ética ou gratidão?
Postado por Emanuelle Rodrigues às 06:27
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