Caminhando, chorando e seguindo o calvário.
Trabalho mais de duzentos dias por ano. Tempo insuficiente para amadurecer e encher minha conta corrente. Preciso de amor, menos críticas, e comparações depravadas.
Certas tradições parecem mais jurássicas que as cintas ligas das vedetes medievais. É estranho, porém fácil sentir-se normal no país de teoremas loucos. Não é mistério encontrar um grande amor. Contudo depois da meia noite, a princesa pode desabrochar tenebrosa.
Indignados os pequenos com suas mochilas aguardam o próximo ônibus, ridicularizados pela falta de “padrinhos”. Em contrapartida o descamisado burguês atravessa os semáforos fechados. Talvez seja punido, mas jamais condenado.
A única verdade que me sustenta, é o que alimenta os meus adversários. A dúvida é o que me leva a busca, esta me torna insaciável e incompreendido. Sempre discordo do certo, acreditando não pensar errado. Caminhando, chorando e seguindo o calvário.
Emanuelle Rodrigues
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Caminhando, chorando e seguindo o calvário.
Postado por Emanuelle Rodrigues às 18:03
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