Memórias de uma Quarta feira
Em um final da tarde de minha banal realidade de poetisa, sento sobre um formigueiro disfarçado, chamado de poltrona. Meus joelhos tremem incansáveis, pois tamanho é o desespero da menina sozinha a espera da forca, já sendo condenada por alguns olhares perturbadores, meros chacais inseguros pela minha presença.
Ando sorrindo para o tempo, pelo vento e enganando você, como toda estrategista, sempre armada de um argumento jogando-me nas as paredes, para fingir aos lobos que estou morta e enterrada.
Passo bons momentos de minhas horas curtas, nessa requintada câmara de gás chamada sala de aula, cuja anda um tanto recatada pela ausência de humildade, pecados de homens e mulheres mascarados. Olhos que me dinstraem, vejo aqui uma platéia sanguinária, cujo codinome seria concorrência? Ou o clássico e tão necessário coleguismo social. Abordei com entusiasmo, inicialmente a minha maleta de lembranças e inspiração chamada realidade.
Em um primeiro momento sugeri um tema emotivo, agora a duras penas e mordidas nos lábios, tento relembrar as características de uma jovem chamada Maria, ela que está ansiosa para tomar água, ou sumir dessa triste realidade e maçante atividade sugerida ou denominada de crônica, o discurso mais detalhado dos sentimentos, tão chamado de poesia esticada.
Minhas mãos suam, pois a intenção do poeta é deixar transparecer em simples palavras o verdadeiro personagem. Mas aqui não cabe criticas e elogios, o que direi de alguém de doces olhares e enigmáticos suspiros? Essa figura feminina ora melancólica, ora anarquista, de voz clara e insubmissão ativa, a quão me dou a ousadia de colocar como amiga. O Que direi eu?
Não falaria do seu franjão estressado caindo sobre seu cabelo alinhado e negro, porém o dever está longe, e o que farei agora é relatar do mais notório dos seus mitos, os amores de Maria.. A jovem tem certa intolerancia para os contos romanticos, pois os amores de maria são sentimentos relacionados ao apego fraternal , zelo e carinho ilimitado por um certo alguém. Este é nada mais que um ser de expressão meiga e de natureza alternativa, barba por fazer, lábios secos e goma de mascar querendo demonstrar ousadia.
Mas nesta aterrorizante tarde o que resta é pedir a clemência dos meus superiores, a misericórdia dos chacais debochados, abandonar a guerra das palavras, e deixar de lado hoje, mas só por hoje a descrição da Maria, minha inspiração de cinto quadriculado de rebites e invulnerável alegria.
Emanuelle Kaliny Rodrigues
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Memórias de uma Quarta feira
Postado por Emanuelle Rodrigues às 09:43
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