Esculpido e sem metáforas
Sete dias se foram, acabou- se o feliz despertar, poucos pássaros e algumas violetas translúcidas destacam-se no inverno por sua fúnebre e púrpura expressão, elas são como um código da desesperança eterna.
Uma jovem que já foi dona de sábios conselhos e boas palavras derrama lágrimas pelas calçadas da vida, lágrimas tão tímidas, previsíveis e encantadoras como o orvalho.
Hoje cambaleia em seus próprios versos, cai em penhascos tão lineares em busca mitos tão banais. É falta de coragem, conseqüência da falta de amor. Mas não de um amor comum e normal, e sim daquele memorável sentimento, todo errado sem restrições. Tem-se até aqui pouquíssimas lembranças, porém não deixa de ser real, de fato é um verdadeiro amor, inacabado e esculpido em uma semana.
Por onde seguiram os bons ventos? Eles traziam esperança e cânticos a uma realidade tão dura, tão árdua, a realidade de nós, a vida de nós dois. Planejamos ser adultos, reluzimos universo jovem, entretanto no peito carregamos um galardão de boas pessoas, ou de crianças bobas.
O instante de mudar não é outro, é tão rápido esse presente, que prefiro me esconder debaixo das cobertas. Perder você é compreensível, mas não aceitável!
As palavras parecem tortuosas, não me questione, abrace-me forte, pois essa será a ultima vez que sentirei sua respiração. Olhe a minha volta tenho tantos amigos e paixões, são aparências que envolvem pessoas ilustres e as afastam dos verdadeiros sentimentos.
Tantos olhos cintilantes me espiam, e de nada servem- me, se não tenho diante da menina dos meus olhos, a tua face de moleque. Por onde se perdeu o teu belo sorriso? Um sorriso rasgado, entre pálpebras entreabertas e aparência jovial.
Nunca poderei dizer uma só palavra tão iníqua quão sublime para qualquer outro ao meu redor,e se assim fizer, será mentira! Pois a minha ultima verdade privei a você.
Se por um dia lembrar-te da tua menina, sorria, pois a fez feliz! Se esta menina por ventura for eu. Digo que fui feliz por sete dias.
Tempo o qual, fui como um prefácio da canção, sem feridas, bem ritmada, dedicando a ti bons e belos versos, amando por amar, inconstante, mas sem riscos a temer, sorrindo por mim, sorrindo para ti.
Hoje choro, o sol que ilumina teu rosto, vem mostrando a essa menina tristonha a distancia, que a minha intolerância criou entre duas pessoas tão felizes e obstinadas a sonhar.
Pássaros? Não! Não ouço, nem os vejo, violetas discutem comigo, um sorriso rasgado de um menino travesso era o antídoto da melancolia da poetiza, que amou alguém por sete dias, os sete dias mais felizes da minha vida, vazia, aventureira e bandida.
Nosso amor era e é esculpido, tão único que não encontro metáforas, não tinha cor nem espécie muito menos cheiro de amor, mas infelizmente será eterno. E não posso te abraçar!
Emanuelle Kaliny Rodrigues
Dedicada a alguém especial
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Esculpido e sem metáforas
Postado por Emanuelle Rodrigues às 09:43
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário