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quarta-feira, 15 de agosto de 2007

O Paulo que HÁ dentro de NÓS

O Paulo que HÁ dentro de nós

Em sua clausura voluntária, Paulo passa horas a olhar para seu relógio de pulso, procurando um passatempo em seu quarto escuro, um pouco ansioso, talvez até irritado com sua falta de entretenimento em um final de tarde de sábado, sobre uma mesinha judiada ao lado de sua cama estão alguns livros comuns de heróis e mitos típicos de garotos de sua idade, fábulas, contos épicos, inclusive alguns do gênero literário, de fato não descrevo sobre um simples garoto, não me daria ao trabalho de descrever sobre o normal, apenas de contestá-lo sendo eu mais uma apaixonada pelo inusitado.
Na verdade quem é Paulo? Paulo, não enxerga além do horizonte, Paulo não gosta de política, não vai bem em matemática, não vai ser advogado, não pretende seguir carreira militar, não é tímido, mas não chega a ser palhaço, não é um bom jogador de futebol, não se anime amigo leitor ele não tem Super poderes, não é procurado pela justiça, não, não e não, na verdade Paulo é o sinônimo do Não absoluto, vazio, vago, onisciente, um perfeito imperfeito, o “comum de carterinha” se me cabe aqui tamanha liberdade, não usa drogas, nem chega a ser contra o uso delas, tem televisão onde perde não mais que 30 minutos diários vendo alguma atração que lhe chamou atenção, mas nada tão bom assim ao ponto deste apegar-se a ela.
Ele não está apaixonado, mas tem namorada; Paulo não é religioso, porém tem certa fé no coração, não chega ter uma agenda cheia de grandes contatos, nem tão ilustre, nem tão desconhecido, amigos, até que confiáveis, porém nenhum mártir em nome de uma grande amizade, inimigos fidelíssimos, porém não tão indignados ao ponto de envenená-lo, esse menino vai à praia, mas não a praia que eu vou, sendo o contexto dela, areia, água, castelinhos, protetor solar, meninos como Paulo não vão à praia, meninos como Paulo descem até o litoral fugir do cotidiano conturbado, mas nem cotidiano conturbado esse pobre diabo desse Paulo tem, vive o dia inteiro no seu quarto olhando para um relógio, que deve ser alguma espécie de refúgio, ou talvez contando as horas para a morte, pois Paulo não vive, esse menino vegeta, talvez seja adepto a alguma ideologia comunista? Será? Não, não Paulo é muito... Parado, não chega a ser morto, parado mesmo, não como a placa de “Pare!”, pois ela é vermelha autoritária, sua forma é gritante; este lembra mais uma reles placa de preferencial: aquele “ pare...”continue, faça o que quiser, mas não me pergunte nada, não me incomode, me deixe aqui, raios suma então, criatura!
Não consigo olhá-lo como Paulinho, nem como Paulão, nem apelido o sujeito ganhou ao longo da sua vida em todos esses anos de escola, e se ganhou não animou o suficiente o inventor do apelido, tanto que o coitado nem ousou recitá-lo em alto e bom tom para os demais colegas, o inusitado deste texto é o descrever do indescritível, sem qualidades o suficientes para ser belo, sem defeitos o suficiente para aterrorizar, Paulo você é uma arma branca mortífera, que não está longe do esperado de um brasileiro, mas não temo por ti, pois sei que apesar das críticas ele não pensa em desistir, não vai desistir, ele é o menino do presente no País do Futuro, uma boa combinação, “ a fome com a preguiça de trabalhar...”entretanto, não derramo lagrimas de desespero, afinal o penúltimo não é o pior.

Emanuelle Kaliny Rodrigues Jornalismo

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