A geração cesta básica
As páginas amarelas já ultrapassadas subornam pais e mães omissos, “cavalos” de literários estrangeiros. O sol firma acordos, o dia estabelece dívidas, e o playground assassina a nossa liberdade. Os tributos são gritantes, e ainda queremos um país amordaçado? O homem ao meu lado está tricotando os quadris das benzedeiras.
Gingando energia, surrupiando armadilhas, estamos à espera do carteiro, pois as linhas falhas, não trazem as noticias.
Regurgitando dialetos, os escravos da constituição, desenvolvem atrás das grades, duros artigos institucionais. Pobres são os guerreiros, servos da lei e do canhão que ora defendem os desafios neoliberais.
Parcelando juros, os cidadãos vivem de unhas curtas, organizando suas medíocres passeatas. Os “panelassos” estão na mídia, às passeatas são panelassos, e os panelassos? São greves egoístas!
Estraçalhando os vivos e purificando cadáveres os bancos e coirmãos do povo, fabricam comerciais, com trilhas sonoras românticas. Dezenas de pálpebras inflamadas estão fechadas para balanço. A multidão e o movimento hippie hoje ilustram os livros de história.
De pantufa na sala e pijama listrado, os malucos apontam críticas à escravatura protegidos pelas trancas e cadeados. Lecionando carnificina e aspirando gás carbônico à vida na metrópole é segura, vivendo a margem do Tietê, os cultivadores de cactos desfrutam de água em abundancia.
Contudo os espinhos aprisionam o ventre e arrancam o pão das nossas bocas. Desde a semana passada que os nossos diplomas viraram forros de gavetas.
A aventura na cidade grande enriquece cobradores, e acaba amamentando a geração cesta básica.
Emanuelle Kaliny Rodrigues
sábado, 1 de setembro de 2007
A geração cesta básica
Postado por Emanuelle Rodrigues às 07:31
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